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Suzano leva estudantes para imersão em reserva do Cerrado em MS

Primeira expedição estudantil na RPPN Cerrado Protegido reuniu jovens de Ribas do Rio Pardo em atividades de educação ambiental e conservação da biodiversidade.

Portal Vale Celulose  - Redação - Hojemais - Três lagoas 
14/10/26 às 13h15
(Foto: Alunos em visita ao cerrado - Imagem: Suzano)

A RPPN Cerrado Protegido, localizada em Ribas do Rio Pardo, Mato Grosso do Sul, recebeu pela primeira vez uma expedição de estudantes para uma experiência de imersão na natureza. A atividade, realizada entre os dias 25 e 27 de setembro, reuniu dez alunos do ensino médio da Escola Estadual Dr. João Ponce de Arruda (JOPA), com idades entre 15 e 18 anos.

Criada pela Suzano, a unidade de conservação possui 1.209 hectares de Cerrado preservado e abriga 363 espécies de animais silvestres. Durante três dias, os estudantes participaram de atividades voltadas à educação ambiental, ao conhecimento da biodiversidade e à valorização dos recursos naturais da região.

A iniciativa marcou a chegada do Projeto Entorno a Mato Grosso do Sul, desenvolvido pela organização não governamental Outward Bound Brasil (OBB), em parceria com o Instituto Ecofuturo. O programa aproxima jovens que vivem nas comunidades próximas às áreas naturais protegidas da Suzano, incentivando o protagonismo juvenil e a responsabilidade ambiental.

Experiência aproxima estudantes da biodiversidade do Cerrado

Durante a expedição, os participantes percorreram trilhas, conheceram veredas e nascentes e observaram espécies da fauna e flora do Cerrado. Os estudantes também passaram duas noites na reserva, acompanhados por instrutores especializados em educação experiencial ao ar livre.

Para a professora de Ciências e Biologia Mariane Zambone Sakuma, a atividade representa uma oportunidade de transformar o conhecimento adquirido em sala de aula em uma experiência prática.

“Poder tirar dos livros tudo o que falamos aos alunos sobre esse bioma rico e tão ameaçado possibilita que eles olhem com mais carinho para o espaço que ocupam”, destacou.

O professor de Geografia Antônio de Oliveira Costa Junior também ressaltou a importância da aproximação entre instituições e escolas. “A partir do momento em que as instituições privadas e públicas começam a interagir com a educação, as coisas melhoram em todos os sentidos”, afirmou.

A proposta é que os jovens compartilhem os conhecimentos adquiridos com familiares, colegas e moradores de suas comunidades, ampliando a conscientização sobre a preservação ambiental em Mato Grosso do Sul.

Reserva da Suzano protege 363 espécies de animais silvestres

A RPPN Cerrado Protegido conserva permanentemente áreas de cerrado stricto sensu, cerradão, veredas e nascentes, contribuindo para a proteção da biodiversidade e dos recursos hídricos.

Entre as 363 espécies de animais silvestres identificadas na reserva estão a anta, o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, o tatu-canastra e o mutum-de-penacho.

O tatu-canastra e o mutum-de-penacho estão entre as espécies consideradas prioritárias para conservação pela abordagem RHINO, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Segundo Beatriz Greco Távora, gerente de Sustentabilidade da Suzano e do Instituto Ecofuturo, a primeira expedição representa um avanço na integração entre conservação ambiental e educação.

“Queremos proporcionar experiências que gerem pertencimento, aprendizado e inspiração para que esses jovens se tornem agentes de transformação em seus territórios, ampliando a proteção do Cerrado”, afirmou.

Conservação ambiental e desenvolvimento sustentável

A reserva integra a estratégia de conservação da biodiversidade da Suzano, que contempla a proteção de áreas naturais e o incentivo a iniciativas de educação ambiental e pesquisa científica.

A expectativa é que a unidade continue recebendo atividades de interesse público, aproximando estudantes, pesquisadores e comunidades das ações de conservação do Cerrado em Mato Grosso do Sul.

 

A iniciativa reforça a importância de conectar o desenvolvimento da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul à preservação dos ecossistemas naturais, especialmente em municípios como Ribas do Rio Pardo, onde a atividade florestal possui presença significativa.

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A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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