Queda de cabelo em abundância, fios frágeis, sem brilho e opaco... essa é uma reclamação comum dentro dos consultórios dermatológicos, e junto da queixa logo vem a pergunta: “
Dr. (a), você pode me passar alguma vitamina para resolver esse problema?”
. Para dermatologista Maria Angélica Gorga (CRM:1947 / RQE:1035), a solicitação é mais corriqueira do que se imagina, entretanto, segunda ela o tratamento para queda de cabelo não consiste apenas em vitaminas, sendo necessário primeiro compreender e tratar a causa dessa queda.
A médica explica que a perda dos fios está relacionada a uma série de fatores, seja em decorrência de
procedimentos químicos, estresse, anemia, problemas hormonais, dermatite seborreica com caspa ou como consequência de alguma doença sistêmica
(doença que afeta todo o corpo humano) que pode estar afetando o organismo do paciente.
“As alterações sistêmicas são a maior causa da perda de cabelo excessiva, podendo ser desencadeada por infecções, alteração hormonal como citamos ou por algum déficit nutricional, por exemplo. Por isso que as vitaminas por si só não são suficientes, pois a causa muitas vezes exige o tratamento de alguma outra doença que está desencadeando o quadro” – explicou.
Vitaminas são aliadas mas não são únicas
Para a dermatologista, embora as vitaminas estejam inclusas nos protocolos de tratamento da queda de cabelo, elas devem trabalhar em conjunto com outros procedimentos. Contudo, o primeiro passo é tratar o quadro clínico e depois buscar outras abordagens, bem como:
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Uso de medicamentos orientados;
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Xampus para melhora da estrutura capilar,
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Laser para estimulação do bulbo capilar (centro de produção dos fios);
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E microinfusão percutânea (MMP) de medicamentos no folículo para melhora da circulação local.
“Isso mostra que somente as vitaminas não possuem poder para tratar a queda, elas apenas fortalecem o cabelo quando ele já se encontra saudável. O tratamento em si exige a associação de diversas abordagens, com resultados a longo prazo devido ao tempo que os fios precisam para se recuperar dos danos. Sendo necessário acompanhamento médico e orientação de um dermatologista especialista no assunto” – finalizou.
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