Economia

Lemann, Sicupira e Telles dão calote também nos fornecedores e criam risco sistêmico no varejo

Ação da Americanas afundou 26% após pedido de recuperação judicial que atinge 16 mil credores. Bilionários pediram engajamento de colaboradores 'e principalmente dos fornecedores'

brasil247
19/01/23 às 16h14
Lojas Americanas, Beto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles (Foto: Divulgação | REUTERS/Ueslei Marcelino)

As ações da Americanas (AMER3) seguem em queda forte após a negociação ter sido suspensa temporariamente na tarde desta quinta-feira (19), depois de oficializado o calote dos bilionários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles em seus credores com o anúncio do pedido de recuperação judicial. 

Segundo o site Infomoney, às 14h31, os papéis da Americanas caíam 25,29%, a R$ 1,30, minutos depois de voltarem a negociar.

No pedido feito à Justiça do Rio de Janeiro, a companhia alegou que suas dívidas somam R$ 43 bilhões e envolvem mais de 16 mil credores financeiros, trabalhistas e fornecedores. O calote generalizado cria risco de crise sistêmica no mercado do varejo no país.

Em seu pedido, os três bilionários pediram engajamento dos “colaboradores nesta nova fase e principalmente dos fornecedores com quem temos relações históricas.

A história da Americanas segue com determinação rumo a uma nova fase, com o compromisso com a sociedade e disposta a construir soluções que possam vir a atender aos credores da empresa”.

A ação da varejista já havia caído 8,4% na quarta-feira, acumulando desvalorização de 85,5% desde a tumultuada revelação do escândalo.

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