Economia

Virálcool vira o jogo produzindo mais açúcar que etanol

A Usina recebia R$ 2,40 pelo litro do etanol. Passou para R$ 1,40 e prevê em R$ 0,82 depois da pandemia.

Antônio José do Carmo - Castilho
22/05/20 às 11h08
(Antônio José do Carmo)

Maio está sendo um mês histórico para a usina Virálcool em Castilho. A empresa bateu o recorde de moagem diária ao moer 15.084 toneladas de cana de açúcar. Esta foi a maior moagem alcançada em 14 anos de operação (a 15ª safra teve início em março).

Enquanto um quarto das empresas sucroalcooleiras do Brasil corre risco de fechar as portas neste ano devido ao coronavírus e a crise do petróleo, conforme matéria publicada em O Estadão, o grupo Toniello busca alternativas para fugir da crise. Antes mesmo da crise atingir o país a Viralcool já havia se preparado para colher, transportar e moer uma quantidade maior de cana em relação as safras passadas.

Porém, além do recorde na moagem, a empresa se empenha ao máximo na produção do açúcar, tendo em vista que é um produto destinado ao mercado externo. Sendo assim, com o produto vendido em dólar a empresa consegue se destacar em meio a essa grande crise e manter empregados seus 2.100 colaboradores.

Na contramão desses números o etanol não tem dado o retorno que se esperava. Como a empresa não consegue produzir apenas o açúcar, acaba produzindo o etanol mesmo que a preços baixos. Para se ter uma ideia da desvalorização do produto, em janeiro a usina chegou a faturar à R$ 2,30 o litro vendido. Hoje o mesmo litro está abaixo do preço de custo, saindo da usina por R$1,54. No segundo semestre a tendência é de queda ainda maior podendo chegar ao valor de R$ 0,82 o litro.

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