O cão foi o primeiro animal a ser domesticado há mais de 12 mil anos. E daí por diante, vive com humanos e foi considerado importante no desenvolvimento da humanidade. É o animal que mais entende o homem, além de ser muito leal a ele. Atualmente presta inúmeros serviços à humanidade, como o de farejar drogas do tráfico, procurar vítimas de desastres, como recentemente em Brumadinho e em desabamentos, servindo de guia para cegos, companhia para idosos e crianças, e muitos outros.
Algumas pessoas, em Andradina, estão solicitando doações para a castração de cães. Quem será que resolveu isso? Ficamos surpresos, pois que a primeira providencia de acordo com a Lei 13,426/2017, é de levar em conta o estudo de localidades com superpopulação ou quadro epidemiológico, além da quantidade de animais a serem esterilizados na localidade. O levantamento da população canina da cidade, certamente, não indicará um número grande, pois há anos que, em nome da prevenção e combate à leishmaniose e outras doenças, tem sido sacrificada em grande quantidade.
Acredito que, o estudo e discussão que se refere a Lei, por certo deverão ter a participação de técnicos da Saúde Pública do município, de veterinários que militam no município e Professores da Faculdade de Medicina Veterinária de Andradina, bem como representantes das entidades de proteção aos animais.
E ainda, como estabelece a Lei, um trabalho mostrando à população a importância da posse responsável de animais.
Quanto à castração de animais, é necessário considerar que ela reduz drasticamente a produção de um hormônio e como resultado há perda de massa muscular, do desejo sexual, aumento da gordura corporal e desinteresse de um modo geral. Portanto, é o oposto do que preconiza a ciência do Bem Estar Animal, reconhecida mundialmente, que diz que o animal deve estar com saúde, bem alimentado, seguro, sem sofrer medo, dor e angustia, sendo capaz de expressar a sua naturalidade.
De acordo com importante pesquisador “um animal está em um estado pobre de bem estar somente quando seus sistemas fisiológicos estão desequilibrados ao ponto que sua sobrevivência e reprodução estejam prejudicadas”.
Conclusão, este assunto não pode ser decidido por pessoas estranhas a ele. Tem que ser resolvido sem comodismos, por pessoas da área e com responsabilidade porque, sem dúvida, as vítimas não terão mais Bem Estar.
Andradina, novembro/2019.