O menino Carlinhos sobreviveu graças à dedicação da enfermeira Nancy Santiago, que fez questão de prestigiar o lançamento do quinto livro do ex-paciente. Preso à uma cadeira de rodas, ele não permitiu que a atrofia o limitasse. A arte foi sempre seu maior instrumento de superação. Através da literatura, percorreu caminhos que muitos diriam impossíveis. “A medicina desenganou mas o amor o salvou. Fico muito fez de acompanhar sua caminhada. Ele chegou muito mais longe do que eu imaginava”, fala emocionada Santiago.
Músicos da Associação Filarmônica Carlos Gomes, ONG que preside em Santo Antônio de Jesus, abrilhantaram a noite. O próximo passo do escritor é dedicar-se à palestras que possam inspiram outras pessoas a sair da inércia e se libertar das aflições cotidianas que são capazes de nos paralisar. “Somos sobreviventes de uma sociedade hostil e predatória. Precisamos voltar para nosso centro para ter consciência de que tudo está em uma grande ordem. Nós é que estamos em desordem”, declara com sabedoria.
