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Combate às apostas ilegais e prevenção ao jogo problemático ganham força no Brasil; veja medidas

As associações iniciaram tratativas para realizar um acordo de cooperação técnica.

Divulgação
21/01/25 às 17h05
(Pexels)

A Associação Nacional de Jogos e Loterias ( ANJL ) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciaram tratativas para realizar um acordo de cooperação técnica contra plataformas de apostas ilegais no Brasil.

Com a regulamentação, plataformas como a Betnacional já operam no país de forma segura . No entanto, muitas empresas ilegais ainda atuam no mercado, reflexo da recente regulamentação e do processo em andamento para restringir o acesso a sites irregulares. Jogue com responsabilidade.

Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, e Carlos Baigorri, presidente da Anatel , se reuniram para discutir o aprimoramento dos mecanismos de bloqueio a casas de apostas clandestinas no país.

“A nossa ideia é, por meio dessa parceria, criar uma comunicação direta com a Anatel, informando sobre os sites ilegais que viermos a identificar. O grande desafio hoje, compartilhado pelo presidente Baigorri, é a permanência do bloqueio dessas bets que estão à margem da lei. A agência já está trabalhando diligentemente nesse sentido e nós estamos à disposição para somarmos forças nesse combate ao mercado paralelo de apostas”, destacou Plínio Lemos Jorge.

Juntos, eles enfrentam o desafio de impedir que o mercado brasileiro seja explorado por marcas não regularizadas. Para isso, é essencial manter a vigilância, pois empresas clandestinas utilizam diversos mecanismos para tentar burlar o bloqueio da Anatel.

Governo cria força-tarefa para tratar questões de saúde mental

Preocupado com a saúde mental dos apostadores, o governo brasileiro criou o Grupo de Trabalho Interministerial de Saúde Mental e de Prevenção e Redução de Danos do Jogo Problemático.

O objetivo é planejar ações preventivas e minimizar possíveis impactos decorrentes das apostas no país. O GT está desenvolvendo um plano de ação, ainda a ser divulgado, mas já conta com diretrizes bem definidas.

Entre elas, estão:

  • Ações e campanhas de caráter educativo;
  • Ações de conscientização dos apostadores;
  • Programas de assistência à saúde mental;
  • Orientações sobre prevenção e tratamento.

O Grupo de Trabalho já definiu que realizará reuniões a cada 15 dias até a conclusão dos trabalhos, com prazo de 60 dias. Durante os encontros, serão debatidas propostas e estratégias para a elaboração do plano de ação.

Senadora quer criar canal de denúncias e acabar com publicidade das bets

Os integrantes da CPI das Bets discutem a criação de um canal de denúncias para apostas esportivas online. A senadora Soraya Thronicke lidera a iniciativa, que busca analisar as notificações recebidas e, se necessário, encaminhá-las à polícia ou ao Ministério Público.

Além disso, Soraya Thronicke quer debater a publicidade das casas de apostas, defendendo sua proibição total.

“Primeiro, eliminar propaganda por completo. Como que eu vou proibir propaganda para menores de 18 anos se eles frequentam estádios e se eles passam a noite no computador? É muito difícil. Nós temos simplesmente que cortar isso pela raiz, sem propaganda. Não aconteceu isso com cigarro? Não podemos permitir a propaganda, começa daí. Muitas não pagam o prêmio da pessoa e somem”, afirmou.

O governo já proibiu a publicidade em jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, um marco por ser a primeira competição a ter essa restrição nas plataformas após a legalização das apostas no país.

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