Em algumas semanas o confinamento da JBS em Castilho, com mais de 40 mil cabeças de gado, deve reduzir a concentração ou até concluir o tratamento intensivo dos animais. Com isso, o assunto "mau cheiro e poeira" que atingem o loteamento do Iate Urubupungá , deve ficar esquecido.
Mas, vamos por aqui fazendo as críticas necessárias. O responsável pelo meio ambiente da Prefeitura, o engenheiro agrônomo Fabiano Teno poderia tentar um acordo com a diretoria do JBS, visitando o confinamento, observando o manejo e sugerindo as medidas necessárias para que o drama dos moradores seja minimizado.
Chegou ao nosso conhecimento que o confinamento não faz limpeza periódica dos currais. O esterco só é retirado das baias quando os animais são vendidos.
O problema da poeira intensa também prejudica os animais. Temos informações que muitos morreram sufocados. O mau cheiro aumenta, porque para diminuir a poeira, a direção do confinamento joga água sobre as fezes dos animais, provocando uma reação química que torna o ar insuportável. Um manejo correto poderia acabar com esses danos.
Acionar a CETESB e o Ministério Público, também se faz necessário, mas a empresa precisa saber que existe formas de evitar a multa ou até o cancelamento de seu registro de funcionamento, caso tenha bom senso.
A nossa reportagem tentou várias vezes manter contato com o confinamento, mas até agora não tivemos retorno. Até mesmo, pela desimportância que temos para eles.
