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Consumidores podem reverter busca e apreensão de veículos, diz especialista

“Não é porque o banco levou que acabou”, enfatiza advogada Tainá Lopes Gonçalves

H+ Andradina
28/02/25 às 09h50
Tainá com veículo devolvido ao dono.

A busca e apreensão de veículos tem se tornado uma realidade preocupante para muitos consumidores que, por motivos diversos, enfrentam dificuldades para manter em dia o pagamento do financiamento de seus automóveis. No entanto, a situação não precisa ser definitiva. Segundo a advogada Tainá Lopes Gonçalves, especialista em direito bancário e busca e apreensão de veículos, existem mecanismos legais que podem auxiliar os proprietários a recuperarem seus bens.

“Não é porque o banco levou que acabou. Dependendo do valor do veículo, ainda pode sobrar uma dívida para o dono pagar, mesmo sem o carro”, explica Tainá. Segundo ela, a reversão da busca e apreensão pode chegar a até 80% dos casos, desde que haja uma análise detalhada e medidas sejam tomadas no momento certo.

A advogada destaca que existem três principais caminhos para os consumidores enfrentarem essa situação. “Cada caso é um caso. Um carro pode quebrar, um imprevisto pode acontecer na casa do consumidor, e isso pode afetar sua capacidade de pagamento. Por isso, o ideal é procurar um especialista assim que as dificuldades financeiras começarem”, afirma.

Advogada Tainá especialista em busca e apreensão de veículos

Uma das medidas mais eficazes, segundo Taína, é a prevenção. "Quando o consumidor começa a atrasar as parcelas, já é possível ingressar com uma ação judicial para impedir a busca e apreensão. No meu escritório, temos casos em que conseguimos evitar a apreensão antes mesmo do processo ser ajuizado pelo banco", relata.

Além disso, mesmo após a apreensão, ainda há alternativas. "Se a pessoa perdeu a condição financeira de arcar com as parcelas nos valores originais, existem mecanismos legais para renegociar o financiamento e reduzir o valor das prestações, permitindo que ela mantenha a posse do veículo", explica a especialista.

Muitas pessoas compram um carro em um momento de estabilidade financeira, mas posteriormente sofrem uma queda na renda, tornando o pagamento das parcelas inviável. Nessas situações, a renegociação judicial pode ser um caminho eficaz para evitar a perda do bem.

Diante desse cenário, Tainá reforça a importância de buscar assessoria jurídica especializada antes que a situação se agrave. "O consumidor precisa saber que tem direitos e alternativas. Quanto antes ele procurar ajuda, maiores são as chances de conseguir reverter a busca e apreensão e manter seu veículo", finaliza. Siga nas redes sociais  @advtainalopes.goncalves

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