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Contra autistas e causa animal, oito vereadores rejeitam proibição de fogos de artifício com estampido

Meramente Política: "Ninguém ganhou nada com a reprovação do projeto"

Andradina - Redação Hoje Mais Andradina
06/08/19 às 14h57
(Imagem Ilustrativa)

Na Sessão da Câmara de Andradina desta semana, foi rejeitado o projeto de lei do vereador Guto Marão (MDB) que proíbe a soltura de fogos de artifício com estampido na cidade.

Essa votação simples foi a primeira, e reflete a divisão da Câmara em dois grupos distintos. Na guerra política, que reflete a futura disputa para a majoritária nas próximas eleições municipais, quem perdeu foi a “causa animal” e crianças e adultos autistas, os que mais sofrem com o problema.

Guto que se identifica com a luta pela causa animal, emocionou-se ao defender o projeto na tribuna.  O vereador explicou que não apenas os animais domésticos e silvestres sofrem com o barulho dos rojões, mas também pessoas como deficiência, autistas, idosos e enfermos.

A votação foi perdida pela maioria simples dos votos, por 7 a 8, sendo contrários a votação os vereadores Geraldo Shiomi Júnior, Rodarte dos Anjos, Sérgio dos Santos Santaella, Claudia Ribeiro, José Rosa, Silas Carlos Oliveira, Wilson Aparecido Bossolan e Raimundo Justino.

Apesar de lamentar e estar decepcionado com a primeira votação, Guto espera reverter o caso na segunda votação.

“Nem temos um comércio especializado na cidade, que funcione o ano inteiro. O único impacto contra a aprovação da lei é o sofrimento dos cães e dos portadores de autismo. A não aprovação da lei não gerou benefício a ninguém e reflete que o interesse político está indo além das necessidades e causas humanas”. Disse Guto.

O vereador espera juntar forças com os movimentos organizados afins para que na próxima votação a razão seja ouvida.

“Peço aos colegas que ouçam os argumentos e que votem com a razão”, disse Guto.

(Foto: Cleber Carvalho)

A Polêmica

O documento rejeitado pelos oitos vereadores que integram o grupo oposicionista na Câmara se baseia na afirmação que os foguetes são causadores de inúmeros danos e desconfortos a crianças, idosos, acamados, portadores de doenças mentais e animais domésticos.  Contudo, fogos de artifício que produzam efeitos visuais e/ou barulhos de baixa intensidade, não são proibidos.

A medida já é aplicada em diversos municípios do país e atende ao anseio de grande parte da população da cidade, além de melhorar a qualidade de vida de pessoas e animais.

Dentre as grandes cidades onde o projeto que proíbe fogos de artifício foi aprovado, estão Belo Horizonte, Goiânia, São Paulo, Araraquara e Juiz de Fora.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável já aprovou o Projeto de Lei 6881/17 que proíbe o uso de fogos de artifício com estampido ou estouro. A proibição vale para áreas públicas e privadas, abertas ou fechadas.

A proposta, do deputado Ricardo Izar (PP-SP), prevê que a pena para quem descumprir a regra é de detenção de três meses a um ano, além de multa.

Para o vereador Guto Marão a proposta não acaba com os espetáculos realizados com fogos de artifício.

Autismo

Guto afirma que o barulho causado pelos fogos de artifício também pode ser nocivo a pessoas com transtorno do espectro do autismo (TEA). Algumas dessas pessoas, sobretudo crianças, podem ser muito sensíveis a sons e, com o estouro, ficarem ansiosas e entrar em crises de grande espectro.

Vereador José Rose Cleber Carvalho)
Wilson Aparecido Bossolan (Divulgação)
Vereador Geraldo Shiomi Júnior
Vereador Raimundo Justino
Claudia Fibeiro
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