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Cuidando de Mim (parte 2)

Lá se foram 30 dias da mudança de vida que comprometi a fazer “comigo mesma”.

Flávia Gomes - Revista FALA!
16/08/19 às 11h24

Lá se foram 30 dias da mudança de vida que comprometi a fazer “comigo mesma”. O retorno com a médica, a nutróloga Miryan Palhari foi de apreensão. Afinal, e se não tivesse perdido nada!  Mesmo percebendo que as roupas estavam mais largas, fiquei apreensiva. Bem, lá se foram quase 6kg... uhulll! Comemorar sim... mas por alguns instantes, pois com o “bendito” papel da bioimpedância em mãos, Miryan foi logo mostrando que perdi mais massa magra do que o necessário, enfim, tenho que fazer exercícios. Me comprometi a entrar em uma academia, fazer a musculação, mas assim que as crianças voltassem às aulas. Afinal, rotina com filhos em férias é algo impossível.

Muito boazinha, a doutora me liberou algumas frutas, como kiwi, uma fatia de melancia ou melão, sendo apenas a escolher qual comer no dia e logo após a refeição. Ou seja, quando ela falou que ia liberar melancia, eu já me via com uma inteira na bacia passando a tarde de sábado. Cabeça de gordo é duro de mudar, mas vamos em frente.

Os legumes cozidos já não tem o mesmo sabor do início da dieta, então hora de colocar a cabeça pra funcionar e pesquisar receitas viáveis para uma refeição gostosa e que combine com a rotina da casa. E não é que encontrei algumas, como o ovo em forma de macarrão, agora minha “ovonada” de domingo combina com o prato de casa... Também aprendi a fazer kibe com couve flor ou brócolis no lugar do trigo, não é como o saudoso trigo, mas é um sabor a mais.

As saladas voltaram a ter cor na mesa, com alfaces de todas as espécies, tomate, cenoura, palmito... enfim o que mais encontrar que pode ser consumido cru, coloco naquela travessa. Não estou tão animada como no início, pois o carboidrato é um bicho prazeroso; mas estou focada a continuar no caminho da qualidade de vida.

Cada mulher magra que vejo em minha frente aprendi a respeitar, pois elas realmente possuem força de vontade descomunal para se manterem “finas”, salvo as que a genética faz o papel fundamental.

E, todo dia no almoço, escuto minha filha Gabriela (8 anos) falar: - Quando você estiver magra vai poder comer isso, mãe. Te juro, que tento colocar na cabeça dela que se quando eu estiver magra comer o que ela sugere vou voltar a ser gorda... então, estou aos poucos me despedindo de delícias e aprendendo a encontrar outras... e vamos em frente.

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