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Homem preso em Andradina pega quase 20 anos por matar travesti surda muda

O réu aguardava julgamento preso e não terá o direito de recorrer em liberdade.

Araçatuba - Redação
25/09/19 às 16h33
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O Tribunal do Júri no Fórum de Araçatuba (SP) condenou nesta quarta-feira (25) Ruan Richard Cwsto Nisa (26)  por ter matado o travesti Ivan Carlos Rodrigues Costa (34) enterrado o corpo e furtado celular da vítima. Ele condenado a 19 anos e 20 dias de prisão.

Os jurados acataram na íntegra a denúncia do Ministério Público. Pelo homicídio qualificado por meio cruel, o réu foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão . Pelo furto, por ser reincidente, ele pegou mais 1 ano, 4 meses e 10 dias de prisão e pela ocultação de cadáver a pena foi de mais 1 ano, 4 meses e 10 dias de prisão.

O caso

Os crimes aconteceram em setembro de 2015 em uma casa no Jardim Universo em Araçatuba. O réu foi preso em Andradina para onde fugiu para tentar se livrar da prisão.

No momento da prisão ele negou o crime e só assumiu após ser informado que o corpo do travesti ter sido encontrado.

Ele afirmou ter encontrado com uvan  na rua Marcílio Dias, local onde a travesti fazia programas. Ruan levou a vítima de bicicleta até uma casa no Jardim Universo, onde consumiram entorpecentes e mantiveram relação sexual.
 
Segundo Ruan, o telefone dele tocou e a vítima percebeu que era outro travesti na linha. Com ciúme, Ivan teria atirado um tijolo nele, que pegou uma pá, com a qual bateu duas vezes na cabeça da vítima. 
 
Acreditanto que havia matado Ivan, o réu abriu uma cova rasa na mata, mas quando voltou para buscá-lo, percebeu que ainda estava vivo e usou um pedaço de fio para enforcá-lo.
 
Após enterrar o corpo, Ruan foi embora levando o celular da vítima. Na manhã seguinte ele contou a um grupo de amigos sobre o ocorrido e decidiram retornar ao local para enterrar o cadáver em uma cova mais funda. Dias depois o réu na companhia de outra pessoa voltou ao local para colocar cal sobre a cova, para amenizar o mal cheiro.

A polícia afirma que pelo menos cinco pessoas auxiliaram na ocultação do cadáver, mas duas delas já morreram.

O desaparecimento foi denunciado por uma irmã dela quando ele não voltou para casa. Durante a investigação o réu foi apontado como suspeito porque ele já havia feito programa com a vítima. Interrogado ele negou o crime e foi liberado e fugiu para Andradina.

Uma denúncia anônima apontava que Ivan tinha cometido o crime e o corpo tinha sido enterrado em uma mata. Foram necessárias três escavações e o auxílio de uma testemunha para encontrar o corpo que tinha um pedaço de fio preso ao pescoço. (Com Lázaro Júnior)

Os jurados acataram na íntegra a denúncia do Ministério Público. (Foto: Lázaro Júnior)
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