O prefeito Fábio Dourado, de Itapura, assinou nesta quarta-feira 2, no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo, convênio superior a R$ 1 milhão do FID (Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos) para investir na recuperação do Palácio do Imperador.
Anos depois, o recurso foi aprovado pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania visando restaurar um patrimônio histórico e cultural tombado em 1969 pelo CONDEPHAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico).
Com investimento de R$ 1.049.799,58 será possível resgatar parte da história do Brasil e do município para a comunidade local de uma obra construída no período da guerra entre Brasil e Paraguai.
Também possibilitará às escolas, historiadores e pesquisadores o acesso à conteúdos de história, geografia, arquitetura e engenharia, bem como proporcionará o contato direto com uma edificação da época do Brasil Imperial, o que significa também o fomento do Turismo em âmbito local, regional e nacional.
“Agradecemos o apoio do Deputado Carlão Pignatari, que não mediu esforços para nos auxiliar nessa conquista, à Secretaria de Cultura e Turismo, sob o comando da Secretária Celma Cristina da Silva, à Câmara Municipal de Itapura, ao COMTUR e a todos os demais envolvidos nessa vitória histórica para o município, que com certeza, enriquecerá sobremaneira a cultura e o turismo em toda a região”, disse o prefeito.
MOBiLIZAÇÃO
A restauração do prédio vem sendo propagada há anos e já foi motivo de críticas e até protesto. Em 2016, estudantes do 8º termo do curso de Direito da Uniesp/Faciluz, de Ilha Solteira, se mobilizaram pela restauração do Palácio do Imperador Dom Pedro, também conhecido como Casarão de Dom Pedro II, em Itapura.
A mobilização focou a cobrança das autoridades em sua restauração como forma de preservar a cultura e aprimorar o turismo em Itapura e região. Mas finalmente, graças à intercessão do prefeito Fábio Dourado, a situação vai ser reverter.
PALÁCIO
Construído em 1858 durante a Guerra do Paraguai, o casarão foi a sede do Estabelecimento Militar de Itapura, uma colônia criada no mesmo ano por decreto de D. Pedro II com o objetivo de fortalecer as defesas brasileiras diante da crescente ameaça expansionista do paraguaio Francisco Solano Lopez.
Durante a Guerra do Paraguai (1865-1870), serviu como residência do comandante da base naval. Este patrimônio histórico foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), em 1969.
De acordo com os estudantes, muitos turistas visitam o casarão de Itapura, mas não podem entrar no prédio, que está abandonado e literalmente detonado por conta do vandalismo. O quadro é desolador e o piso de madeira apresenta grandes falhas, com perigo de acidentes para os visitantes.