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Mães mais do que especiais

Para toda mãe, seus filhos são especiais. Não existem rótulos, nem definições, eles são únicos. Neste universo materno, onde o papel de ser mãe é desempenhado com afinco por todas elas, buscamos histórias de mães que tiveram que deixar o ‘medo’ de lado e lutar por cada minuto para que seu filho seja não apenas feliz, mas aceito na sociedade.

Flávia Gomes/Revista FALA!
11/06/19 às 15h34
Cinco mães mais do que especiais (Cleber Carvalho)

 

 

 

 

 

É muito fácil falar, nossa ela tem um filho ‘especial’. Sou da filosofia de que todos os filhos são especiais para suas mães. Então, sem ‘rótulos’ e ‘pré-conceitos’, mergulhamos no universo de cinco mães de Andradina que são incansáveis e verdadeiras heroínas. A cada uma delas, e a todas as mães que travam batalhas por seus pequenos, histórias de superação onde acreditaram em seus filhos e, acima de tudo, em si mesmas.

Sem manual de como ‘cuidar’ do filho, estas mães deixaram as lágrimas de lado e foram à luta. E, assim como a uma guerra, venceram intermináveis batalhas e já estão prontas para as novas que forem surgindo. Todos são unânimes em afirmar que o preconceito é o maior inimigo, o mais difícil de ser combatido. Mas, estas guerreiras, vão com seus escudos na frente de seus filhos, sem temer qualquer ‘adversário’ derrotando um a um.

Confira o depoimento delas, lembrando que elas agradecem em muito a APAE Andradina, onde busca, ajuda e encontram.

Silmara e o filho Miguel (Cleber Carvalho)

“O Miguel teve paralisia cerebral grave, a expectativa das coisas que ele iria conseguir eram muitas interrogações, mas sempre acreditamos que ele iria andar, falar, e se desenvolver. Hoje ele está sendo alfabetizado, já reconhece as letras, escreve o nome completo. A luta nossa começou desde o seu nascimento, ele ficou 57 dias internados, quando recebeu alta continuamos com os estímulos. Sempre perguntávamos como seria, o médico falava para dar tempo ao tempo. Ele faz fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional desde o nascimento. Hoje ele escove os dentes, toma banho sozinho, faz capoeira, sabe nadar, está no coral da escola, adora dançar, esta feliz da vida. Posso dizer que não é fácil, vamos conseguindo vencer, vibrando com as conquistas dele, acreditando sempre. A fé acima de tudo”, Silmara Batista Maciel Silva, mãe do Miguel (9)

Solange com a filha Isabela (Cleber Carvalho)

“Tive uma gravidez tranquila da Isabela, era minha segunda gestação, tinha o Caio de 5 anos, trabalhei no comércio até a véspera do nascimento. Só quando ela nasceu que descobrimos que ela tinha Síndrome de Down, então minha vida foi se dedicar a eles, e até hoje é o que faço não me arrependo não. No início foi um choque muito grande, mas depois a gente vê que é tudo natural, é só dar amor e receber amor. Hoje, sou uma pessoa melhor, com mais amor no coração, tudo isso foi transformação por causa da Isabela. Hoje ela é independente, se vira bem em muitas coisas, é cuidado normal, claro que com mais atenção, mas depois que vemos que é tudo normal, levamos a vida com mais tranquilidade e amor”, Solange Rodrigues da Silva Brito mãe da Isabela (17) e Caio (22)

Fabiana com as filhas Clara e Rafaea]la (Cleber Carvalho)

“Não é fácil, mas aprendemos a lidar com as dificuldades, até hoje é muito difícil falar. A Clara foi muito desejada, descobrimos que ela tinha Síndrome de Down no nascimento, foi uma surpresa e desesperador, pois não conhecíamos nada, não tínhamos noção do que estava por vir. Foi complicado o baque inicial, mas ao mesmo tempo, eu tive um parto muito complicado e quando ela nasceu, não a vi, os médicos levaram para a incubadora, quando vi meu marido chorando e todos os bebês do quarto chegando, eu pensei que ela tinha morrido e fiquei desesperada, no outro dia, ela chegou com a médica e ver ela foi um alívio, nossa ela está viva, então quando me contaram que ela tinha Síndrome de Down não foi nada, pois ela estava ali comigo. Ela é minha filha não importa. A Apae ajudou muito a gente, porque você não tem ideia do que fazer, ajuda a Clara até hoje. E digo que Deus não podia ser tão perfeito pra gente, a Clara é a alegria da nossa casa, a mãe nervosa deu lugar a mãe doida, me desdobro para que ela evolua sempre”, Fabiana Guanieri Gomes mãe da Clara (8) e da  Rafaela (18)

Angêlica com o filho Luiz Felipe (Cleber Carvalho)

“Tive eclampsia o que causou paralisia cerebral em Luiz Felipe, um choque, mas o maior medo era perder ele. Fomos em busca de todos os tratamentos necessários para que ele pudesse e possa se desenvolver em sua plenitude. Não existe um manual de onde ir e o que fazer, tudo é uma questão de tempo e dedicação, e só temos a agradecer a todos que nos ajudaram e nos ajudam nesta caminhada, meu menino é muito amado e nos retribui a todo instante”, Angélica Lorenzetti de Souza Purcino mãe de Luiz Felipe (8)

Márcia com Gustavo (Cleber Carvalho)

“O Gustavo tem Síndrome de Down. Ao receber a notícia, fiquei muito abalada, acho que fiquei um mês que só pensava: meu Deus como eu vou cuidar do Gustavo. Porque os meus outros filhos eram ‘normais’. Na época tinha perdido minha mãe e não sabia o que fazer. Não consegui nem dar o peito para o Gustavo. Os dias foram passando, Deus foi mostrando que o Gustavo era diferente e me dava muito amor, aí eu aprendi a amar o Gustavo e todo mundo cuida do Gustavo com muito amor. Ele fez a cirurgia cardíaca, passamos por tudo isso e hoje estamos aqui, com a graças de Deus vencendo”, Márcia Helena Alves de Melo Souza, mãe do Gustavo Henrique de Melo Souza de 5 anos, do Guilherme (12 anos), do Gabriel (18) e do Bruno (25).

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