Pela primeira vez no aterro sanitário da Constroeste, o presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Otávio Okano, elogiou o trabalho da empresa e disse que realmente merece nota dez. Ele visitou a sede principal e conheceu todo o processo de recuperação ambiental.
Em alusão à Semana do Meio Ambiente, o diretor-presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Otávio Okano, visitou pela primeira vez sede do aterro sanitário da Constroeste, em Onda Verde, e elogiou o trabalho da empresa, que atende 15 municípios da região e recebe pelo menos 900 toneladas de resíduos de lixo por dia.
“Está muito bom. O visual não é de aterro, como já vimos por aí. A recuperação é muito bem feita e nós precisamos de mais empresários com essa mentalidade, de ter um processo de recuperação ambiental.” Segundo ele, realmente o aterro da empresa é um exemplo para os demais do Estado de São Paulo e, por isso, tem nota 10 da Cetesb.
VisitaPara Okano, a participação do setor comercial e da própria população é muito importante para a preservação do meio ambiente. “É preciso que as empresas e as pessoas utilizem menos embalagens e tenha consciência da importância da reciclagem. Precisamos nos se preocupar com isso. Essa educação vem de casa e como os adultos já estão ‘grandinhos’, focamos no trabalho com as crianças, pois elas vão levar esse pensamento para o futuro”, afirma.
Okano ainda parabenizou porque não existe odor forte no local e nem resíduos de lixo a mostra, diferente de alguns locais que já visitou.
O engenheiro civil Paulo Roberto da Cruz, diretor operacional da Constroeste, explicou que tudo é feito com o máximo de cuidado para não contaminar o solo e os lençóis freáticos. “Existe uma lona impermeabilizada com PAD (Polietileno de Alta Densidade” e bentonita, que são utilizadas para preservar ainda mais o solo”.
Ele explica que antes de chegar ao aterro, os resíduos domésticos e industriais são submetidos à triagem para separação dos produtos que podem ser reciclados dos orgânicos, que serão transformados em composto para adubação de plantas. Materiais que podem ser reaproveitados, como papel, plástico, papelão e alumínio são enviados para empresas de reciclagem.
Segundo Cruz, os cuidados com os resíduos só terminam com o tratamento do chorume, líquido altamente poluente produzido pelo material depositado no aterro sanitário que, recolhido em lagoas, o chorume passa por processos químicos para não poluir o meio ambiente e o líquido até mesmo se torna água potável.
“Nossa licença é de 40 anos, ou seja, a vida útil desse aterro, e temos como objetivo a qualidade do trabalho e, o principal, a preservação do ambiente. Por isso, estamos sempre plantando árvores ao redor da empresa, inclusive já temos uma reserva florestal e vamos plantar ainda mais.”Na ocasião, houve o plantio de mudas, que continuarão hoje pela manhã, totalizando 200 árvores no futuro.
A Secretária de Estado de Meio Ambiente, Patricia Iglecias, esteve em Rio Preto, para um evento sobre o meio ambiente, mas por motivos de trabalho teve que voltar para a capital.