Nossa reportagem entrou em contato com o secretário de Obras, Geraldo Pilla, para saber se há algum prazo definido para início e conclusão das obras do barracão – “toda a estrutura física, bem como organizacional daquele espaço está passando por estudos e logo será readequado” – disse o secretário, sem especificar um prazo.
Enquanto a Prefeitura de Andradina vai gastar mais de R$ 1,2 milhões para diminuir os espaços de estacionamento na rua Paes Leme, com mais três quarteirões do projeto Mall Street, obras que impactam diretamente na vida das pessoas, principalmente menos favorecidas financeiramente, não são prioridades no atual Governo de Andradina.
A subvenção social repassada a entidade que até ano passado era de R$ 20 mil por mês, segundo a cooperativa, diminuiu para R$ 16,8 mil. Leila Rodrigues disse que tal queda do repasse é em decorrência de desconto de impostos. Hoje cada coletor está recebendo em média algo em torno de R$ 1.700,00, mas antes do incêndio era em torno de R$ 2.300,00.
O espaço provisório em que os 34 cooperados estão utilizando, é menos amplo que o barracão cedido aos coletores em 2014 – “aqui é muito apertados, falta espaço para manusearmos os reciclados. Se estivéssemos no prédio antigo, teríamos mais condições de separar mais materiais durante as horas trabalhadas. A máquina que às vezes nos é liberada, muitas vezes se recusa em empurrar o material mais próximo da bancada, e esse serviço temos de fazer manualmente” – relataram os dirigentes da entidade.
Após o incêndio, às famílias receberam 2 cestas básicas do poder público municipal, 3 meses de auxílio financeiro no valor de R$ 500,00 e um mês de cartão de compra de R$ 150,00. Outra ajuda que os trabalhadores receberam naquele período veio do Supermercado Big Mart, doando 40 cestas e uma geladeira e um fogão do Sicredi e cestas do Sindicato dos Servidores Municipais.
Um dos barracões que pegaram fogo, foi construído com recursos dos recicladores e custou na época, R$ 70 mil. Uma esteira e 2 prensas, foram doadas pelo Rotary de Andradina. “Somos gratos a todas às ajudas que recebemos, mas acreditávamos que nosso período de sofrimento seria curto, mas hoje não sabemos se poderemos voltar em 30 dias, 60 dias, 90 ou até mais dias. Só queremos saber a data que poderemos voltar para o nosso local anterior” – relatou Roseli, dizendo que a secretária Leila sempre tem feito o possível para atender os pedidos do grupo.