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Sendo carteiras digitais, com PIX ou até QR code direto no caixa, a Geração Z inova no Brasil 

O País já conta com infraestrutura para toda está inovação.

Divulgação 
30/09/25 às 17h49

A criptoeconomia, que já ronda um mercado estruturado mundialmente, saiu do discurso de investimento de nicho e ganhou vida nos pagamentos do dia a dia, sobretudo entre os jovens. No Brasil, a infraestrutura está pronta. 

QR Code generalizado, PIX em expansão e novas funções como o PIX por aproximação/biometria, em operação desde fevereiro, que reduzem as barreiras no checkout. A combinação ajuda a explicar por que o pagamento com cripto aparece com mais frequência em compras comuns, jogos e viagens.  

QR, PIX e a rotina de pagar com cripto

Entre os usuários mais jovens, o quadro é claro, a Geração Z declara gastar em cripto principalmente com jogos, cerca de 39%, e compras/viagens, uns 36%, segundo uma pesquisa internacional com 4.599 respondentes. Além disso, a porcentagem ajuda a entender o apelo de carteiras com QR e cartões vinculados a cripto no ponto de venda. 

Na prática, a experiência do comerciante melhorou, e o usuário passou a encontrar menos atrito para pagar. No Brasil, esse cotidiano convive com picos de uso do PIX, que já é o meio de pagamento mais usado e segue batendo recordes de transações e valor transitado. 

Em setembro de 2025, o sistema registrou 290 milhões de transferências em um único dia.

Todo um novo recorde de uso, mas os dados mensais indicam volumes trilionários em circulação. O avanço do PIX por aproximação, liberado em fevereiro desse ano, tende a acelerar ainda mais a migração para pagamentos digitais no balcão. 

Cresce também a curiosidade por tendências especulativas entre jovens, sobretudo quando o objetivo é exposição tática. As memecoins promissoras não são buscadas apenas para investimento, mas também como método de pagamento, mesmo sem abandonar o uso de stablecoins para proteção de caixa no curto prazo. 

O quadro regional mostra as duas coisas andando juntas, utilidade no dia a dia e apetite por risco em nichos específicos é a moda da vez. Além disso, o mercado cripto mostra muito potencial, com projetos inovadores que atraem os Gen Z com propostas verde e de alta tecnologia.

Stablecoins no comando n América Latina 

O relatório chamado The State of LATAM Crypto Markets 2025, da Kaiko, indica que as stablecoins seguem no topo do volume negociado na região, com USDT respondendo por algo próximo da metade do giro em 2025. Bitcoin fica em segundo, seguido por Ethereum e XRP. Um sinal de que a região usa cripto para algo mais que pagamentos e remessas. 

O Brasil aparece como caso particular. De um lado, os fluxos de cripto aumentaram com força em 2024, puxados pelas stablecoins . De outro, o comportamento do investidor local ficou mais parecido com mercados desenvolvidos. Ou seja, alternando entre reduzir risco em momentos de estresse e voltar às stablecoins quando a confiança melhora.

As importações líquidas de cripto cresceram 60,7% nos nove primeiros meses de 2024. Isso significa, que já está superando todo o volume de 2023, com stablecoins perto de 70% das transações, pano de fundo que ajuda a entender a preferência por ativos pareados ao dólar em momentos de incerteza.

No plano de adoção, o Brasil ficou entre os líderes no Global Crypto Adoption Index 2024 da Chainalysis. O pagamento instantâneo doméstico via PIX convive com o uso de USDT/USDC como a ligação de dólar digital nos mercados cripto. 

Marco legal, consultas do BACEN e agenda de stablecoins

O marco legal dos criptoativos (Lei 14.478/2022) atribuiu ao Banco Central a supervisão dos VASPs que não lidam com valores mobiliários e abriu caminho para a regulação infralegal. 

Desde o fim de 2024, o BACEN vem conduzindo consultas públicas para definir autorização, operação no mercado de câmbio e regras contábeis para criptoativos.

Em junho, a autoridade abriu a Consulta Pública nº 122/2025 , com prazo de contribuições até 24 de agosto de 2025, avançando no tratamento contábil de cripto em demonstrações financeiras. O Banco Central já sinalizou seu pensamento, já que o presidente afirmou que o Brasil pretende regular stablecoins em 2025. 

Alinhando, assim, o país a tendências internacionais e respondendo ao uso cada vez maior desses instrumentos por aqui. No varejo, a evolução do PIX segue no mesmo ritmo. O BACEN já havia relatado que, em 2024, o sistema foi o instrumento de pagamento que mais cresceu em quantidade de transações. 

Já em 2025, as novidades, como a adição do PIX por aproximação, amplia-se o alcance da ferramenta em loja física e no e-commerce, favorecendo carteiras digitais que também suportam cripto.

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