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Soluções Digitais para Fazendeiros Brasileiros

A tecnologia permeia todos os setores da economia mundial, até mesmo a agricultura.

H+ Andradina
25/04/24 às 21h20

Arte milenar, hoje dá as mãos para soluções digitais que impulsionam o seu negócio, ajudam a aumentar e dar segurança na hora do plantio e muito mais.

Descubra neste artigo as principais soluções digitais para o agronegócio brasileiro, acessíveis usando apenas um celular, computador ou tablet, assim como o ICE Cassino .

Agronomia no Brasil

Desde a sua fundação, o agronegócio é um dos maiores setores econômicos do país. Em alguns momentos da história, o único, e em outros, o mais relevante. Fato é que não existe Brasil sem o cultivo de algum alimento. Monocultura, latifúndios e agricultura são três palavras que não faltam nas aulas de história brasileiras.

Devido a isso, é necessário que essa indústria histórica se modernize e continue a competir mundialmente. Hoje, o país é fonte de segurança alimentar para si mesmo e diversas nações ao redor do mundo. Manter esse protagonismo é essencial.

A realidade dos Fazendeiros brasileiros

Apesar de muitos ainda pensarem que a agronomia brasileira é movida com base em grandes latifúndios, comandados por coronéis de bota preta e chapéu branco, essa não é a realidade. A maior parte do que é produzido no Brasil vem de pequenas fazendas familiares - pequenas em comparação com grandes latifúndios, é claro.

Esses agroempresários com pequenas extensões de terra sobrevivem safra após safra devido ao modelo de cooperativa que se instaurou no país. Não há competição direta entre os fazendeiros, a venda é realizada pela cooperativa, que compra toda a safra e realiza a parte comercial.

Aos agricultores sobra apenas a tarefa do plantio e colheita, que já é extremamente trabalhosa. As cooperativas oferecem crédito para compra dos grãos, inibidores de pragas e inoculadores. Garantem também crédito para folha de pagamento e, ao final da safra, compram toda a produção.

Caso não seja uma colheita proveitosa, não há problema. Os juros não são abusivos - as 

cooperativas não buscam aniquilar seus cooperados, muito pelo contrário. As próximas safras podem servir como pagamento para mais crédito, que também tem os seus juros renegociados. E assim segue o pequeno agricultor.

Devido a isso, soluções digitais que puderem somar, são sempre bem-vindas ao homem do campo. Conheça abaixo as principais soluções, que vão ser disruptivas no modus operandi dessas empresas.

Soluções Digitais para Fazendeiros Brasileiros

A seguir, o artigo falará sobre soluções específicas que podem ser muito úteis aos especialistas agrícolas brasileiros.

Blockchain para distribuição e armazenamento

No Brasil, do campo a mesa, mais de 50% de todos os alimentos produzidos acabam sendo desperdiçados. Entretanto, não é possível identificar precisamente em qual etapa da cadeia cada montante se perde. Estima-se que grande parte dessa cifra aconteça próxima da colheita e distribuição inicial.

Com a tecnologia Blockchain, esses dados serão facilmente angariados. Em cada etapa da cadeia de suprimentos novos dados seriam lançados, criando uma warehouse data capaz de ajudar o pequeno empresário a lucrar mais em cada safra.

Além disso, o governo por meio de entidades setoriais também poderia solicitar acesso a esses dados e promover políticas públicas que auxiliassem no combate destes desperdícios.

Fintechs para o agro

Como citamos acima, o agronegócio brasileiro depende totalmente dos serviços financeiros oferecidos pelas cooperativas regionais. A entrada de fintechs (como bancos digitais e outros) no mercado poderiam ajudar os fazendeiros a terem melhores condições de negociação.

Vale lembrar que hoje esses empresários possuem pouco poder de negociação e dependem quase completamente das cooperativas para compra de insumos, fluxo de caixa e até mesmo microcréditos para despesas eventuais. Na dinâmica de poder, acabam sempre comprometidos.

Além disso, há também a possibilidade de cooperados criarem seus próprios serviços financeiros, angariando recursos entre si e promovendo melhores práticas de gestão para oferecer recursos financeiros a outros com taxas menores e melhor atendimento.

Pregões digitais e marketplaces

Os pregões digitais não são nenhuma novidade. Mas ainda não existem do modo correto na agroindústria. Se você não conhece o termo, pregões são leilões públicos por serviços e produtos. No caso do agro, um fazendeiro ofereceria a sua safra publicamente e aquele com maior oferta ganharia o direito de realizar a compra pelo preço determinado após a colheita.

Essa oferta a um grande número de compradores aumentaria consideravelmente a possibilidade destes fazendeiros aumentarem a sua margem de lucro. Outro ponto positivo seria diminuir o poder das cooperativas regionalmente, visto que no pregão a venda poderia acontecer para qualquer região do país ou até mesmo do mundo.

Neste mesmo movimento, os fazendeiros poderiam aproveitar a Venda Direta ao Consumidor (DTC) como forma de aumentar os seus lucros regionalmente. Para isso não precisariam sequer comprometer toda a sua produção: algumas toneladas anualmente poderiam suprir a necessidade local e trazer boas margens.

Para isso, seria necessário a criação de plataformas de marketplace, similar aos aplicativos de delivery. Elas conectariam usuários aos agricultores, que enviariam frutas, legumes e vegetais frescos a eles.

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