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Uber: aplicativo revoluciona meios de transporte e promete muito mais

Hoje em dia, mais de 20 milhões fazem uso de Uber para se locomover nas metrópoles brasileiras

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13/06/19 às 16h53

Em uma realidade não tão distante, pegar um táxi para se locomover de um ponto a outro em grandes metrópoles era algo considerado “luxuoso”. Hoje, com o avanço da transformação digital e com cada vez mais pessoas conectadas, difícil é achar alguém que não aproveita os aplicativos de transporte para se deslocar na cidade. E foi nesse contexto que nasceu o primeiro deles: a Uber. Fundada em São Francisco, na Califórnia, em 2009, por Garrett Camp e Travis Kalanick, a Uber nasceu com a proposta inicial de ser um serviço de “táxi de luxo”. Mas com aportes milionários de empresas de tecnologia como o Google e a Microsoft, a empresa ganhou popularidade e inovou o conceito de meios de transporte em todo o mundo.  Chegando no Brasil (seu segundo maior mercado no mundo), em 2004, a Uber mudou para sempre o conceito de locomoção. Hoje, grande parte da população brasileira prefere usar o uber do que o transporte público na hora de se deslocar.

Tendo atualmente um valor de mercado de aproximadamente US$ 82,4 bilhões, presença em 700 países e faturamento de 11,3 bilhões de dólares, referente a 2018 (crescimento de 149% em relação a 2017 e 318% desde 2016), a  Uber é o meio de transporte favorito  de muita gente. No mundo, em 2018, foram registrados 91 milhões de usuários (um aumento de 35% em relação a 2017) sendo que, só no Brasil, a empresa tem mais de 22 milhões de passageiros e mais de 600 mil motoristas parceiros, com presença em mais de 100 cidades. Por aqui, no último ano, a Uber faturou 959 milhões de dólares, tendo um crescimento de 115% em relação a 2017.

Mas nem sempre a empresa de transporte foi a queridinha por aqui. Logo em seus primeiros anos em território brasileiro, seus motoristas enfrentaram diversos impasses, sendo o principal deles os protestos dos taxistas. Com promessa de preços acessíveis e serviço premium, a Uber “roubou” espaço da classe e, em abril de 2015, após uma série de protestos contra a empresa, em São Paulo, a Justiça determinou a suspensão do aplicativo alegando ser um serviço ilegal de transporte. Mas, após revogação da liminar e nova suspensão nos meses seguintes, em maio de 2016 foi regularizada pelo então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Prós e contras

Para os usuários da Uber os benefícios são diversos: preços acessíveis (muitas vezes compensa mais do que pegar o transporte público e geralmente é bem mais barato do que um táxi tradicional), facilidade de deslocamento de um ponto ao outro, disponibilidade de motoristas, conforto e segurança de não precisar dirigir, praticidade, descontos em corridas, entre outros. Por outro lado, uma das principais reclamações de quem usa Uber é a tarifa dinâmica, que aumenta de acordo com situações específicas, como quando há alterações climáticas ou muito trânsito, resultando em um aumento do valor final da corrida.

Para quem dirige

Para quem dirige no Brasil, a Uber é uma forma de enfrentar a crise econômica. Atualmente o país tem 13 milhões de desempregados - muitos desses são motoristas do aplicativo. O problema é que com uma concorrência tão elevada, cai o número de corridas para os motoristas que precisam dirigir por mais tempo para equilibrar o orçamento no final do mês. Além disso, muitos alegam que em aplicativos de empresas concorrentes, como a 99 e a Cabify, o desconto de taxa de pagamento do motorista é menor, sendo mais lucrativo.

Outras frentes

Pioneira em tecnologia e transformação digital, a Uber não poderia ficar restrita somente ao serviço de transporte. Com isso,  a empresa também passou a investir em outras frentes . Em 2016, lançou o UberEats, voltado à entrega de comidas por delivery, concorrendo diretamente com outra gigante do mercado: a iFood. Além disso, a Uber ainda está investindo em carros autônomos (veículos dirigidos sem a necessidade de um motorista). Também no ano de 2016, a empresa criou uma aliança com grandes companhias como Ford, Volvo, Google e Lyft e no mesmo ano começou a oferecer serviços de carros autônomos na cidade de Pittsburgh (EUA), onde também fundou um centro de desenvolvimento de novas tecnologias em parceria com a Universidade Carnegie Mellon. Ainda com foco em carros autônomos, a Uber anunciou uma parceria com a montadora Daimler, proprietária da Mercedes-Benz, com o intuito de acelerar a construção de uma das primeiras frotas de veículos autônomos do mundo.

O futuro da Uber

Recentemente a empresa abriu capital na bolsa de valores de Nova Iorque (EUA), levantando US$ 8,1 bilhões com a venda de ações. Além disso, a companhia já revelou estar investindo na tecnologia de carros voadores, uma iniciativa chamada de Uber Elevate. Inclusive, no Brasil, a Uber se uniu com a Embraer, em um plano de construir e disponibilizar sistemas de carros voadores. A ideia é disponibilizar os testes até 2020. Com um futuro cheio de possibilidade, a tendência é de que a empresa que revolucionou os meios de transporte continue a crescer e traga ainda mais benefícios para seus usuários.

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