O Conselho da Acrimesp - Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo reuniu-se extraordinariamente nesta segunda-feira (21), para avaliar a veiculação da interceptação telefônica a pedido da Policia Federal, do escritório de advocacia de Roberto Teixeira e de Cristiano Zanin Martins de pelo menos 300 clientes da banca também foram grampeados.
Para o presidente do Conselho da Acrimesp, Dr. Ademar Gomes o desrespeito aos direitos e a violação das prerrogativas impedem o ministério privado do advogado que, no exercício da profissão, presta relevante serviço público e exerce função social. Ressalta ainda que, de acordo com o Estatuto da Advocacia, o advogado tem o direito de “exercer com liberdade a profissão e ter respeitada, em nome da liberdade de defesa e do sigilo profissional, a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, de seus arquivos e dados, correspondência e comunicações”.
Gomes afirmou ainda, que não se pode confundir “o papel do advogado, que defende uma pessoa acusada, com o crime que se cometeu. Todo crime deve ser punido pela lei e todo criminoso, se for considerado culpado em julgamento, deve ser privado da liberdade. É evidente que, ao exercer esse papel, o advogado deve utilizar-se de todos seus valores éticos, onde o limitador é a consciência de cada profissional. Mas em nenhum momento o advogado pode ser taxado de cúmplice do bandido ou de buscar sempre sua absolvição. O que se defende é a aplicação correta da justiça, não a liberdade.
O direito à defesa face à Constituição Federal é sagrado, e nisso reside a maior responsabilidade no trabalho do Advogado Criminalista. E sem o advogado, jamais poderá haver Justiça.