Os vereadores existem para representar os cidadãos dos seus municípios. Eles têm o poder de fazer leis que atendam aos interesses dessa comunidade. São quatro principais atribuições: representar (os eleitores e a comunidade), legislar (em defesa do bem comum), fiscalizar (a aplicação do dinheiro público) e assessorar (encaminhamento de indicações ao prefeito e secretários municipais). O trabalho desses representantes interfere diretamente na vida dos munícipes. Mas, muitos não dão o devido valor que seu voto e seus pedidos têm.
Vivemos num estado democrático de direito, e, consequentemente, faz parte da democracia a possibilidade de qualquer cidadão candidatar-se aos cargos eletivos disponíveis, desde que ele cumpra alguns requisitos prescritos na legislação, como idade mínima, ter reputação ilibada, ser alfabetizado, estar em gozo de sua capacidade mental e outros mais. Mas o despreparo de alguns acaba refletindo em ações desfavoráveis a quem ele representa.
A sociedade não pode aceitar que um representante seu não tenha lido ou entendido o que se vai votar. É inadmissível. Isso não caracteriza erro, mas sim despreparo para a função que exerce. O vereador tem por obrigação ter acesso na íntegra todos os projetos, e não votar sem saber o que será feito com o dinheiro ou, até mesmo pedir do Executivo para retomar um terreno sem saber o que será feito ali, ou pior ainda, sem ao menos ter tomado ciência do porque ter sido paralisada as ações na localidade. O representante do povo deve ir atrás de saber o que pode, dentro da sua competência, ajudar para que o trabalho seja retomado. Somos uma democracia e não um militarismo.
Outra coisa, estar como agente político é diferente de ser. Então, cada agente político deve cumprir seu papel e não achar que esta acima das Leis. Ou até mesmo usar de redes sociais para fomentar inverdades ou acobertar equívocos. Muitos são os julgadores, mas cabe ao juiz esse papel. Assim, como cabe o Executivo, executar e ao Legislativo, legislar e a população cabe cobrar de todos.
