O episódio ocorreu logo após a vereadora Leila Rodrigues fazer uso da tribuna para agradecer as emendas parlamentares e recursos destinados ao município por meio do Governo Federal e de deputados de diferentes correntes políticas, tanto da base governista quanto da oposição.
Na sequência, ao pedir a palavra, Marcel Calestini proferiu um discurso com tom considerado agressivo por parte dos presentes. Em sua fala, o parlamentar afirmou: “Nunca vou defender essa corja de vagabundos.”
O vereador ampliou as críticas, citando diretamente o presidente da República e integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT):
“Porque nunca na minha vida o Lula pode trazer um bilhão de reais aqui pra Andradina. Eu não vou defender bandido, vagabundo, condenado, descondenado. Você me desculpa, mas eu não defendo bandido e não tenho bandido de estimação. Nunca vou defender candidato do PT, presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nunca vou defender esses vagabundos que tá acabando pro nosso país. A senhora me desculpa. Vai falar que a gente tem que defender essa corja de vagabundo. Nunca na minha vida eu vou defender.”
A manifestação causou perplexidade entre os vereadores e o público presente, uma vez que o pronunciamento ocorreu logo após um momento de reconhecimento institucional sobre recursos enviados ao município.
Apesar do tom contundente da fala, o presidente da Câmara não se manifestou imediatamente para intervir ou advertir o parlamentar durante a sessão, situação que também chamou a atenção de parte dos presentes.
Nos bastidores da política local, o episódio passou a levantar discussões sobre eventual quebra de decoro parlamentar, já que o regimento interno das casas legislativas costuma exigir dos vereadores comportamento compatível com o respeito institucional e com a dignidade do cargo.
Expressões consideradas ofensivas ou que possam caracterizar ataque generalizado a pessoas ou instituições podem motivar a abertura de procedimento na Comissão de Ética da Câmara.
Até o momento, não há confirmação de que algum vereador tenha protocolado representação formal sobre o caso. No entanto, o discurso segue repercutindo nos bastidores políticos da cidade e nas redes sociais, reacendendo o debate sobre os limites da liberdade de expressão no plenário e a responsabilidade institucional dos agentes públicos.
