O ex-prefeito Edson Gomes (PP) teve sua candidatura a prefeito de Ilha Solteira indeferida pela Justiça Eleitoral. A decisão saiu na noite desta segunda-feira (12). No entanto, ele continua na disputa e poderá, inclusive, disputar a eleição, até que a decisão seja confirmada por instâncias superiores.
A impugnação da candidatura do ex-prefeito foi solicitada pelo Ministério Público (MP) e a coligação “Avança, Ilha!”, que tem como candidato a prefeito o ex-vereador Cícero Aparecido da Silva (PTB), baseada em uma ação sobre irregularidades em contrato sem licitação durante seu último Governo, que teve trânsito em julgado.
A ação, que serviu de base dos pedidos do MP e da coligação de Cícero, teve “trânsito em julgado”, porque a defesa perdeu o prazo para recorrer. Com isso, o ex-prefeito não poderia mais recorrer e teria tido os direitos políticos caçados por oito anos, o que o tornaria inelegível.
Pelo mesmo motivo, só que na esfera criminal e em segunda instância, Edson Gomes foi inocentado em fevereiro pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por maioria de votos.
Chapa e campanha – Com o indeferimento do registro da candidatura de Edson Gomes, a Justiça Eleitoral não aceitou o registro da chapa, que tem como vice o filho do ex-prefeito, Otávio Gomes (PP).
Mas a decisão não deve interferir, por enquanto na campanha. É que ela não impede que Edson e Otávio continuem na disputa e, inclusive, dispute a eleição. É que os candidatos ainda podem recorrer à instâncias superiores para conseguirem o registro da chapa. O comitê da campanha de Edson Gomes ainda não se manifestou.