O vereador Márcio Makoto Izumi (PSD) solicitou a prefeita Tamiko Inoue (PSDB)informações a respeito da flexibilização de algumas atividades econômicas, para reabertura parcial do comércio e serviços em Andradina. Makoto está preocupado com a depressão econômica que se instala, não só em Andradina, mas em todo o Brasil. Ele lembra que grande parte das atividades estão suspensas ou limitadas em todo o Estado de São Paulo, por conta da pandemia da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.
De acordo com o vereador é necessária a tomada de medidas para flexibilização do isolamento social, reabertura ou flexibilização da abertura do comércio, pequenas empresas e demais serviços. “Existem setores empresariais que não estão ameaçados com essa crise”, alertou Makoto.
O parlamentar fez menção específicas sobre a flexibilização de academias, barbearias, salões de beleza, atividades de construção civil e atividades industriais, com as necessidades e cuidados que devem ser mantidos diante da pandemia da Covid-19.
“Sabemos que a vida está em primeiro lugar, mas também compete aos Estados e municípios ponderar sobre o tema”, disse Makoto.
Considerações
Diante das medidas adotadas pelos governos federal, estaduais e municipais após a declaração da emergência em saúde pública em decorrência da pandemia de Coronavirus, considera que a medida adotada pelo Governador do Estado de São Paulo, João Dória, promoveu a da paralisação de atividades econômicas consideradas não-essenciais o que tem caudado consequências negativas à atividade econômica e empregos.
“Corremos o risco de uma grande depressão econômica em 2020 devido ao lockout/lockdown da economia, repercutindo não só na economia e emprego, mas, ainda, na arrecadação tributária, no equilíbrio fiscal, no pagamento de servidores e custeio da máquina pública, inclusive mesmo no financiamento da rede de serviços e insumos que mantém os serviços de saúde pública tão essenciais durante a crise de saúde”, considerou o vereador.
Para Makoto, a prolongada interrupção de atividades econômicas está ocasionando o fechamento de inúmeras empresas e supressão de milhões de postos de trabalho, com recordes históricos de desemprego em alguns países.
“As medidas do governo federal para auxílio econômico de famílias de menor renda e desempregados são meramente paliativas, limitadas e transitórias, não podendo ser sustentadas pelo Estado no médio e longo prazo”, garante.
Makoto afirma que a destruição de pequenas e médias empresas pode resultar em consequências muito piores do que a própria crise de saúde, inclusive potencializar os efeitos da doença e o número de casos graves devido às consequências negativas à segurança alimentar de milhões no curto, médio e longo prazo. “São as pequenas e médias que representam significativa parcela da atividade econômica e cerca de 80% dos empregos. Devemos pensar à respeito e seguir o exemplo de outras cidades, como Votuporanga e Tupã que já estão adotando medidas de flexibilização, para permitir a retomada da atividade de seus comércios locais e mesmo assim mantendo as medidas preventivas anteriormente já definidas, como uso de máscara, higienização, distanciamento entre outras”, finalizou.