O secretário de Obras de Andradina, engenheiro Ernaldo Costa Calvoso, concedeu entrevista exclusiva ao Sistema Regional de Comunicação e falou sobre as obras de pavimentação do PAC2, especialmente na região do Jardim Santa Cecília e que motivaram denúncia na Câmara Municipal, onde foi instalada uma Comissão Especial de Inquérito e que resultou na proposta de Comissão Processante. Na entrevista, o engenheiro evitou polemizar com os vereadores e disse que a Câmara está fazendo o seu papel. "Não entro nesta questão", disse ele, que defendeu a qualidade do asfalto e não poupou críticas a um laudo anexado ao processo na Câmara. "Matéria encomendada", resumiu o engenheiro.
Na entrevista, o engenheiro disse que acompanha continuamente a execução da obra, que é fiscalizada também pela equipa técnica da Caixa Econômica Federal. É exatamente esta equipe que libera o pagamento à empresa Bandeirantes, vencedora da concorrência pública e que está executando o trabalho. "Concluímos a pavimentação na Rua Fernando Prado e está sendo executado o trabalho de base e sub-base em outras vias. Um trabalho de excelente qualidade. Temos as melhores condições técnicas, com terra de boa qualidade e base feita sobre solo brita, que é uma base invejada que todo mundo busca fazer. Temos uma terra que dá suporte e que foi analisada. De muito boa qualidade", disse o engenheiro, frisando que já existe o trânsito de veículos pesados há cerca de um ano no Santa Cecília e que nenhum problema foi constatado.Segundo o Ernaldo Calvoso, esse é o maior exemplo da qualidade do asfalto que está sendo feito, explicando que a capa é à base de CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente), processado em usina térmica a uma temperatura de 180 graus e que é lançado a 160 graus. "É um asfalto usual. O Brasil todo usa. É um asfalto que o mundo usa e a sua qualidade é inquestionável. Portanto, temos uma base de excelente qualidade e a capa é das melhores", acrescentou o engenheiro Ernaldo Calvoso.Quanto aos problemas registrados no começo de 2015, Calvoso disse que todas as obras de pavimentação executadas em período chuvoso têm esta característica de apresentar defeitos, o que chamam de borrachudo, que é o excesso de umidade da base e o excesso de compactação. "Estas duas características provocam o borrachudo. Observamos isso ao longo destes quinze anos que se faz pavimentação em Andradina. Em particular na administração Jamil Ono, que está fazendo uma grande quantidade de asfalto. Só no Santa Cecília e no Bela Vista temos 138 quarteirões contemplados com recursos do PAC2", disse.Para o engenheiro,"isso é uma maravilha, é um espetáculo". "Quando se poderia prever que Andradina seria contemplada com obra de tão grande porte? São R$ 20 milhões investidos em pavimentação. Estamos pavimentando Santa Cecília, Bela Vila, Conjunto Álvaro Gasparelli, Jardim Europa, Vila São Pedro, Vila Messias, Parque São Gabriel, Vila Mineira, Benfica. São bairros de todas as regiões da cidade que vão receber esta melhoria. Uma obra fantástica", acrescentou Ernalto Calvoso.Quanto à possibilidade da movimentação dos vereadores, especialmente da oposição ser por conta da proximidade com o período eleitoral e querem macular a imagem do governo Jamil Ono, Calvoso disse que não vai "entrar no mérito da questão". "Os vereadores têm que prestar contas com a população", resumiu. "Nossa preocupação é com o que está sendo executado. Estamos procurando trazer para a população qualidade de vida. Evidente que para executar obras em determinados momentos causa transtorno. O que vale e o que perseguimos é o resultado final. A pavimentação", continuou.Segundo Ernaldo Calvoso, a qualidade pode ser vista por qualquer leigo. "Não há necessidade do técnico ficar dando explicações sobre o que está sendo feito. Basta ir no Bela Vista e Santa Cecília e constatar a qualidade do asfalto que está sendo executado. Nós queremos que a população se sinta confiante de que as obras são executadas com todo esmero possível. Com a estiagem, o trabalho é feito mais rapidamente e sem qualquer problema", acrescentou.Sobre o laudo que integra o processo na Câmara, o engenheiro Ernaldo Calvoso foi direto. "Me parece mais uma matéria encomendada. Uma matéria que foi escrita mediante interesses que buscaram a contratação deste profissional, que eu não conheço, mas todo laudo precisa se consubstanciado. Precisa ter respaldo técnico. Precisa ter ensaios. Não se faz um laudo com o objetivo de criticar alguma coisa sem determinação. Sem obediência às normas técnicas. Não existe nenhum corpo de prova apresentado. Me parece que uma coisa apenas visual. É um trabalho sem qualidade e não tem respaldo do Conselho (Conselho Regional de Engenharia), haja vista que não vimos nenhum compromisso deste profissional com o Conselho Regional de Engenharia através de formulários específicos", finalizou o engenheiro Ernaldo Calvoso.