A “sombra” do ex-prefeito Edson Gomes (PP) vem dificultando a articulação de pré-candidatos dentro do grupo governista. Apesar de ter afirmado que não disputará a eleição, muitos acreditam que ele voltará atrás e será o candidato.
Edson Gomes anunciou que não disputaria a eleição dias após a morte do filho, Guilherme, na no dia 2 de junho. A desistência não teria ligação direta com o acidente, já que dias antes ele já vinha avisando aliados de que não seria candidato.Entre os motivos estariam pendências judiciais, que poderiam impedir a candidatura e, principalmente, a resistência da família.
Após a desistência, o grupo “rachou” e vários nomes se lançaram na disputa ou confirmaram a pré-candidatura. Hoje, são quatro os nomes na disputa: os vereadores Alberto dos Santos Jr. (PSB) e Luís Otávio Collus de Paula (PSD), o ex-vereador Darley Barros Jr. (PSDB) e a ex-secretária de Educação, Floripes Antiqueira, a Flora (PPS).
Apesar de entrarem na disputa, a maioria vem tendo dificuldade na articulação. Nenhum dos quatro candidatos ainda consegue impor seu nome no grupo. E o principal motivo é que muitos acreditam que Edson Gomes ainda será o candidato.
A pressão sobre o ex-prefeito aumentou desde que ele anunciou a saída da disputa, sob alegação de que é o único que pode manter o grupo unido. E, segundo apurou o ilhadenoticias.com, ele começa a dar sinais de que pode disputar a eleição.
O ex-prefeito já estaria mantendo reuniões com pequenos grupos, negociando coligações e discutindo nomes para vice. Mas a decisão só deve ser tomada no final de julho, depois, principalmente, de resolvidas questões judiciais que poderiam impedir ou atrapalhar a candidatura.
Plano B – Mais do que a espera pela decisão, aliados reclamam da falta de um “Plano B”, caso Edson Gomes decisa não disputar a eleição. Ele, por enquanto, não manifestou apoio por nenhum dos quatro pré-candidatos lançados até agora.
Aliados acreditam que um nome alternativo já deveria estar sendo trabalhado, já que a campanha este ano será menor. É que a demora pode comprometer o desempenho eleitoral do escolhido.