A novela envolvendo a perda do cargo pelo vereador Wilson Bossolan, eleito pelo PT de Andradina no pleito passado, parecer estar chegando ao final. Nestes últimos capítulos, a ministra do TSE, Maria Thereza de Assis Moura, “lavou as mãos” e disse que compete a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, a quem devolveu o recurso do vereador.
“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conceder medida cautelar para dar efeito suspensivo a recurso extraordinário que ainda não foi objeto de juízo de admissibilidade na origem. Cabe ao presidente do Tribunal de origem decidir o pedido em recurso extraordinário ainda pendente do seu juízo de admissibilidade”, decidiu, em publicação oficial nesta quarta-feira, 14.
Bossolan vem tentando se manter no cargo a todo custo desde que a Justiça decretou a saída dele, por infidelidade partidária, determinando a suplente Edna Alves Ribeiro, a Edna Bala, assumir a cadeira na Câmara. Isso ocorreu em meados de abril, mas ele impetrou recurso e protelou a decisãodo TRE.
No pedido de efeito suspensivo ao recurso especial eleitoral interposto de acórdão do Tribunal Paulista, o vereador alegou que deixou a sigla com autorização do Diretório Municipal, que teria convencionado que entre os dias 1º e 15 de agosto de 2015 estaria aberta uma espécie de possibilidade de desfiliação, sem nenhum ônus para os vereadores.”
Além disso, “defendeu que independe de prova o fato público e notório de que o PT, ao se envolver nos últimos acontecimentos divulgados pela imprensa, desviou-se substancialmente do seuprograma partidário.”
Mas as alegações não foram suficientes para convencer o Tribunal e o capítulo final dessa “novela” não deve ser outro, a não ser “Edna Bala” assumir a cadeira pela qual vem brigando há cerca de quinze anos. Agora em definitivo, pelo jeito.