Na manhã desta terça-feira (09), a prefeita Tamiko Inoue reuniu à imprensa para anunciar algumas medidas financeiras. Segundo ela, “medidas tristes, mas necessárias”. Ao lado dos secretários de Administração, Luiz Henrique Pereira Silveira, e Negócios Jurídicos, Leonardo de Freitas Alves, a prefeita foi firme ao falar que terá que cortar a própria carne.
“Quero anunciar algumas das medidas que como gestora da cidade preciso tomar diante do cenário econômico/político do país. Até agora viemos sentindo a situação e temos que manter a saúde financeira do nosso município”, disse Tamiko frisando que esta saúde financeira foi conquistada por Jamil durante seus dois mandatos.
O secretário de Administração explicou que algumas secretarias deixaram de receber ou tiveram uma queda de repasses das esferas Federal e Estadual. “Sem estes repasses, ela se torna com gastos maiores do que o que arrecada”, assegurou Luiz Henrique. Atualmente, a Administração conta com 22 secretarias. Algumas criadas em 2012. “Uma época econômica bem diferente da vivida agora”, acrescentou Leonardo citando que todas as secretarias tiveram sua importância. “Os serviços prestados pelas secretarias que deverão ser extintas serão absorvidos por outros setores, não ficando de ser prestado nenhum serviço à população”, comentou o secretário de Negócios Jurídicos.
Tamiko disse ainda que uma comissão analisa quais secretarias deixarão de existir e qual a economia que se fará com esta medida.
Já sobre o FGT a assessores, os secretários lembraram que o Tribunal de Contas vem apresentando apontamentos, já que entende que o assessor não possuí um vínculo contínuo para o recebimento deste benefício. “O entendimento que se faz é que o assessor não possui expectativa de vínculo já que pode ser nomeado e/ou exonerado por um decreto”, explicou Leonardo.
Com o não pagamento a partir deste mês do FGT a assessores, com exceção aos servidores concursados que exercem cargo de assessores, a Administração terá uma economia mensal na ordem de R$ 25 mil. “Será uma economia anual na ordem de R$ 300 mil só com a descontinuidade do pagamento do FGT aos assessores”, frisou Luiz Henrique.
Tamiko finalizou a reunião assegurando que são medidas necessárias e que o estudo para cortes de secretarias já está em andamento.