Política

TRE devolve cargo de vereadora a Maria Nadir Coelho

Nesta semana foi empossado o suplente, mas a vereadora afastada volta ao cargo

LR1
26/09/16 às 07h06

Uma reviravolta na 'novela' sobre quem assumiria o cargo de vereador na Câmara Municipal de Andradina. Ontem (23), Maria Nadir Coelho, que havia perdido o cargo por uma decisão da Justiça Eleitoral de Andradina, e que havia impetrado recurso contra a perda de mandato, volta ao cargo nesta segunda-feira (26). 

Esta semana o presidente da Câmara, Hernani da Bahia, por determinação judicial empossou o suplente da vereadora, Lourival de Paula, que já participaria da primeira sessão na segunda, mas com a determinação do Tribunal Regional de Eleitoral de São Paulo, a situação se reverteu e quem volta ao posto é Maria Nadir.

ENTENDA O CASO

A vereadora se desfiliou do PT juntamente com seus colegas Bossolan e Hernani, mesmo cientes que teriam um período por lei para processar as saídas naturalmente.

A vereadora relembrou que a presidente do Diretório Municipal, Cilene Maria Óbice, que também faz parte do Diretório Estadual, convocou os vereadores e os outros membros da cúpula local para uma reunião e, em comum acordo lavrado em ata, avalizando a desfiliação dos três militantes.

“Como o período para desfiliação iria demorar um pouco e os vereadores aguardavam o momento certo para sair, houve o golpe da Diretoria do PT de Andradina e o Diretório Estadual para tomar as cadeiras de Bossolan, Hernani e Nadir e entregá-las a outros petistas que não conseguiram votação suficiente para serem vereadores. Tudo maquiavelicamente armado e combinado com os diretórios Municipal e Estadual”, critica Nadir.

Mas na época em que Nadir descobriu o golpe registrou Boletim de Ocorrência contra a presidente do Partido, Cilene Maria Óbice, por se sentir enganada perante os acontecimentos. Um golpe, segundo ela, “que é bem a cara do PT que, infelizmente, desempenha seu papel de manipulador muito bem”.

Desde as eleições municipais Nadir se diz vítima de uma orquestrada manipulação para que os seus votos fossem para a legenda. “Porque não queriam que fosse eleita. Após as eleições para presidente da Câmara em que votou em candidato diferente do partido as coisas se agravaram e a perseguição foi muito grande; uma discriminação velada que se perpetuou”, afirma.

“As minhas ideias e do partido eram sempre divergentes e para barrar as investidas do PT registrei queixa por injúria e a partir dai coisas se acalmaram um pouco. Mesmo assim, com todos estes percalços, meus colegas aguardavam o momento certo que a lei permite para se desligarem do PT.

 

Afinal, não queremos estar num partido em que os seus dirigentes estão envolvidos com roubalheiras do dinheiro público e muitas falcatruas. Este partido colocou o País numa crise sem precedentes com tantas denúncias de corrupção”, reforçou. “Se o preço a pagar é a minha cadeira de vereadora, saio em paz, mas feliz porque não faço parte desta vergonha chamada PT”, concluiu.

A vereadora, em entrevista ao Liberal Regional disse que se sentia aliviada e que mantinha a confiança na justiça. ‘Quero terminar meu mandato como querem meus eleitores. Quero agradecer minha advogada, pois com o auxilio do corpo jurídico da Câmara e do presidente da Acrimesp, Ademar Gomes, consegui reaver o cargo e agora o Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, é que irá fazer o julgamento final. O que pode demorar dois ou três anos’, falou Maria Nadir, que não é candidata a reeleição.

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