O vereador João Carlos Pereira Silva, o Demis do Balcão de Empregos, foi denunciado pelo seu próprio assessor Uederson Aragão da Silva, acusado de exigir dele uma participação mensal de seu salário na Câmara ( em torno de R$ 2,5 mil ) para gastar na campanha de reeleição do vereador.
A gravação com essa conversa foi feita por Uederson e protocolada na Câmara. Os vereadores acabaram aprovando uma Comissão Processante, e nos bastidores, já se tem como certa a cassação de seu mandato.
João Carlos pediu a exoneração de Uederson para a diretoria da Câmara, mas o assessor ainda não foi demitido e alega que esse pedido se baseia na sua renúncia à proposta de dividir seu salário com o vereador.
Na gravação encaminhada à Câmara, o vereador Demis envolve outros colegas em denúncias graves, todas relativas a participações em negociatas para favorecimento pessoal.
O presidente da Câmara em exercício Tião Japonês, disse que vai encaminhar tudo também para o Ministério Público de Andradina, embora o ex-vereador Nelson Cacete também já tenha apresentado algumas dessas denúncias à promotora Regislaine Topazi, que não encontrou indícios de crime e não encaminhou pedido de investigação. O ex-vereador disse que vai denunciar tudo no Ministério Público Estadual.
Entre os casos a serem apurados estão o dos vereadores servidores públicos da Prefeitura e que fazem “malabarismos” para continuarem sendo vereadores e servidores municipais ao mesmo tempo. Um deles teria turno noturno de trabalho na Escola Municipal do Reassentamento de Jupiá, até 1 hora da madrugada.
Uma vereadora parente do prefeito, foi a responsável pelo arquivamento de uma denúncia contra Joni, a mesma que na Justiça ele obteve condenação. Ela deveria ter sido impedida de fazer essa avaliação, na opinião de alguns vereadores que foram contra, entre eles Flávio Nascimento que foi voto vencido.