Garrafa de café quebrada fez corte em perna de servidor na sexta-feira (Foto: Rafael Negretti/Prefeitura de Birigui)
Dois coletores de lixo da Prefeitura de Birigui (SP) foram feridos por vidro descartado de maneira inadequada pela população.
Os acidentes ocorreram nos últimos dias, segundo informou a Prefeitura. Em um dos casos, o servidor teve um corte na perna e precisou levar três pontos para fechar o ferimento. O outro foi ferido na mão, onde recebeu sete pontos de sutura.
O primeiro acidente aconteceu na última sexta-feira (22), na avenida Governador Pedro de Toledo, região central da cidade. O corte na perna do servidor foi feito por uma garrafa de café quebrada.
Nesta segunda-feira (25), o outro funcionário se feriu ao recolher uma sacola de plástico com vidros quebrados dentro, no residencial Santa Luzia. O corte atingiu a mão direita dele.
Pedido
A Prefeitura pede ajuda da população para evitar novos casos. Além dos problemas físicos, os servidores ficarão afastados com atestado de pelo menos dez dias, desfalcando a equipe de coletores do setor de limpeza pública.
Segundo o chefe de serviço de coleta de resíduos sólidos e domiciliares, Marcos José de Carvalho, o vidro pode ser descartado normalmente pelos moradores, porém deve ser separado do lixo doméstico.
“O cidadão que separa o vidro do lixo doméstico está respeitando o trabalho do coletor, que ajuda a deixar a cidade limpa. Em caso de vidro quebrado, a pessoa deve colocar em uma caixa de sapatos ou embrulhar em papel jornal. Outra dica é cortar a caixa de leite e colocar os vidros dentro”, explicou
Também é indicado escrever na caixa a palavra VIDRO, visando preservar a saúde dos coletores do lixo doméstico (ou escrever CUIDADO – VIDRO).
Cacos de vidro podem ser colocados em caixas (Foto: Divulgação)
Coleta
A Prefeitura de Birigui realiza diariamente a coleta de lixo na cidade, com quatro caminhões que percorrem 11 linhas. Por semana, 700 toneladas de lixo doméstico são retiradas das ruas.
Segundo a Secretaria de Serviços Públicos, 41 profissionais atuam na coleta, mas o número cai em função de acidentes de trabalho, aposentadorias, afastamento médico e férias.