Cotidiano

Alunos da rede estadual estarão na Mostra Brasileira de Foguetes no RJ

Trabalho foi feito na disciplina Práticas de Ciências, que é uma das matérias diversificadas do ensino integral

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
28/09/19 às 13h14
Marques, Macedo e Isabelle, com a professora Tânia: foguete alcançou 108 metros (Foto: Manu Zambon)

Os estudantes Isabelle Porfírio Vieira de Souza, 14 anos, Geilson Lopes de Macedo, 15, e Gabriel de Souza Marques, 16, do 1º ano do ensino médio, da Escola Estadual João Arruda Brasil, em Guararapes (SP), foram classificados para segunda etapa da MOBFOG (Mostra Brasileira de Foguetes), que será realizada entre outubro e novembro, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.

A olimpíada é inteiramente experimental e consiste em construir e lançar, obliquamente, foguetes, a partir de uma base de lançamento, o mais distante possível. Os foguetes e as bases são construídos pelos alunos e são classificados para a mostra as equipes com lançamento mais distante e que seja superior a 100 metros.

O projeto do foguete foi trabalhado na disciplina Práticas de Ciências, que é uma das matérias diversificadas do PEI (Programa de Ensino Integral), segundo informa a professora de física Tânia Nacagami, que orientou os alunos.

“Essa disciplina trabalha de forma lúdica, pois une várias teorias com a prática. No caso do foguete, os alunos trabalham com as forças da física, uma parte da química, pois o lançamento é feito por meio de uma reação química, e a matemática, com cálculos de ângulo, distância e de tempo”, explica.

Distância

O projeto é desenvolvido há alguns anos pela escola nas aulas eletivas, mas só essa turma conseguiu que o foguete alcançasse 108 metros de distância.

O trabalho começou em março, com a construção dos foguetes utilizando materiais recicláveis, e exigiu vários testes e persistência para fazer adaptações e conseguir um bom resultado.

“A reação química é feita com a mistura do bicarbonato de sódio com o vinagre. O foguete tem uma trava de segurança. A gente coloca o reagente e puxa essa trava. Ele pega pressão, sobe e depois desce”, explica Macedo.

Os testes foram feitos num campo próximo da escola, por motivo de segurança. “Fomos testando a quantidade de bicarbonato e de vinagre e fomos anotando o que ia mais longe”, contou Macedo. “O ângulo também é importante. Se for maior do que 45° ele sobe e cai mais próximo. Se for menor, ele nem sobe tanto e já cai. Também não pode estar contra o vento na hora do lançamento”, complementa Marques.

Os primeiros lançamentos alcançaram menos de 10 metros, número distante da classificação da MOBFOG. Para chegar ao resultado, o grupo também se reunia aos finais de semana, sem o professor. O objetivo agora é repetir a marca na mostra, onde estarão dezenas de grupos com o mesmo objetivo.

Aprendizado

Nenhum dos três estudantes são bons alunos de física e matemática, mas mudaram a visão que tinham dessas disciplinas e a participação em sala de aula.

“Como professora posso falar que eles melhoraram nas disciplinas comuns, passaram a ter mais envolvimento e conseguiram compreender a importância do ângulo e do peso, por exemplo”, afirma Tânia.

Isabelle conta que construiu o primeiro foguete com uma garrafa PET de três litros, na expectativa de que, por ser maior, conseguiria maior lançamento. “Além de ter que colocar uma quantidade maior de reagente, meu foguete foi para cima”, contou. “A massa maior mudou a trajetória”, completa a professora, que aproveitou a experiência para explicar uma das teorias da física aos alunos.

Certificado

Além dos lançamentos, a MOBFOG realiza palestras para os alunos. Ao final, todos recebem um certificado de participação, bem como os professores envolvidos no processo e também os diretores escolares. Também há distribuição de medalhas para os alunos que obtiveram os maiores alcances.

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