Cotidiano

Construção civil projeta crescimento de 15% no ano

Foram vendidos 28,7 mil imóveis no país no primeiro trimestre, ante 26,1 mil de janeiro a março do ano anterior

Da Redação - Hojemais Araçatuba
07/06/19 às 19h02

Levantamento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) mostra que o número de contratos para aquisição de imóveis residenciais avançou 9,7% nos três primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2018.

Foram vendidos 28,7 mil imóveis, ante 26,1 mil, de janeiro a março do ano anterior. Já o total de lançamentos no mesmo trimestre registrou alta de 4,2%, com 14,7 mil unidades em todo o país.

Como esse desempenho, a Câmara estima um aumento de 10% a 15% nas vendas no fechamento de 2019.

O crescimento deve ser puxado pelo segmento de imóveis de médio e alto padrão, no qual as moradias são financiadas por fundos que utilizam recursos da poupança.

Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) atingiram R$ 5,77 bilhões em abril, expansão de 2,2% em relação ao mês anterior e de 40,3%, perante abril de 2018.

Araçatuba

Em Araçatuba (SP), a expectativa é positiva e a aquisição da Lomy pela BRNPAR é uma prova disso. A construtora, que é a maior da região Noroeste Paulista e uma das 30 maiores do país pelo ranking ITC 2019, anunciou que fará investimentos significativos no setor.

A construtora já retomou as obras dos empreendimentos Minha Casa Minha Vida em Penápolis (com entrega de unidades já iniciadas), em Birigui e em Araçatuba (Residencial Antonella). Na cidade, as obras dos residenciais Vivaldi e Iasmim foram reprogramadas com a Caixa e retomadas a partir deste mês de junho.

No início do 2.º semestre, a empresa deve apresentar mais dois empreendimentos residenciais de casas no MCMV, ação que promete grande impacto social e econômico em Araçatuba e Birigui.

Investimentos

Segundo o administrador da Lomy, Evandro Nobre Cruz, os investimentos ultrapassam R$ 200 milhões, com geração receitas tributárias à administração pública e mais de dois mil empregos diretos e indiretos.

“Estamos falando de uma operação que leva a BRN-Lomy a um land bank de empreendimentos residenciais, em várias cidades do estado de São Paulo, que ultrapassa R$ 1,6 bilhão, em VGV (Valor Global de Vendas). Especificamente em relação a Araçatuba e Birigui, a meta é lançar nas duas cidades, nos próximos meses, mais de 2 mil unidades, que somam aproximadamente R$ 300 milhões de VGV”, revela.

Bom momento

Para o presidente do Sinduscon OESP (Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Região Oeste do Estado de São Paulo), Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, os agentes financeiros precisam aproveitar este otimismo com a economia, facilitar o acesso ao crédito e reduzir os custos dos financiamentos de longo prazo, como a Caixa se propôs a fazer nesta semana.

“O comportamento do Governo Federal e dos bancos oficiais é um ponto fundamental para a construção civil. E a partir do momento que percebemos que há convergência da pauta econômica com temas estratégicos da construção civil, temos segurança para voltar a investir. É o que está ocorrendo em Araçatuba”, explica Oliveira Júnior.

Nesta semana, a Caixa Econômica Federal anunciou que a partir da próxima segunda-feira (10) vai cortar juros no crédito imobiliário e renegociar financiamento habitacional em atraso de 600 mil famílias, num mutirão que inclui imóveis do Minha Casa Minha Vida.

Segundo Oliveira Júnior, a redução de juros, por menor que seja, pode ser um bom início para retomada do setor, que aguarda detalhes sobre as novas regras.

De acordo com o que foi antecipado, a nova modalidade de crédito terá os juros atrelados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e não à TR (Taxa Referencial), como ocorre hoje.

Crescimento

Para o administrador da Lomy é fato que a expectativa de estabilidade econômica e de medidas para a retomada do crescimento alavancam a confiança e o otimismo na construção civil.

Porém, ele considera que todos os atores envolvidos nesse processo precisam agir, com os pés no chão, de forma estruturada, e não apenas aguardar ações do governo.

"No caso da Lomy-BRNPAR, estamos fazendo a nossa parte, com uma dose de ‘ousadia’ planejada. Nos empreendimentos já lançados, por exemplo, estamos trabalhando com comissionamentos diferenciados para os corretores, que somam R$ 4,75 milhões – até onde sabemos, um número inédito na região de Araçatuba para os profissionais da área”, finaliza. Com informações da assessoria de imprensa

Segundo o administrador da Lomy, Evandro Nobre Cruz, os investimentos ultrapassam R$ 200 milhões (Foto: Divulgação)
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