Equipes do Serviço de Vigilância Epidemiológica de Penápolis intensificaram o combate ao Aedes aegypti e na quinta e sexta-feira, notificaram os proprietários de imóveis 34 para a limpeza. Eles terão que retirar todos os detritos e materiais depositados nessas residências, pois há risco à saúde pública do município.
O prazo para execução do serviço é de até 20 dias após a notificação. De acordo com as leis municipais 1.643/09, 2.041/15 e 2.043/15, em caso de descumprimento, a multa prevista é de R$ 631,45. Se houver reincidência, ela é dobrada e chega a R$ 1.262,90.
Segundo a Vigilância, dos imóveis que devem ser limpos, 28 estão desabitados e outros seis são habitados e foram encontrados focos no mosquito Aedes aegypti durante visitas dos agentes.
Quando o proprietário não é encontrado, a notificação é feita por edital publicado no Diário Oficial do Município, disponível no site www.penapolis.sp.gov.br.
Visitas
A intensificação do combate ao Aedes terá duração de seis meses. As equipes já percorreram a região central da cidade em busca por locais que possam abrigar criadouros do mosquito, que transmite a dengue, zika e chikungunya. A ação também previne o aparecimento de escorpiões e do mosquito palha, transmissor da leishmaniose.
Os agentes comunitários de saúde de todas as unidades básicas auxiliam na busca por criadouros e na orientação à população.
O encarregado do Serviço de Vigilância Epidemiológica, Franklin Cordeiro, informa que foram encontrados focos do mosquito em vasos e pratinhos de plantas, encanamentos de águas pluviais e bebedouros de animais. "Por isso, precisamos de uma atenção especial dos moradores com os cuidados em suas próprias residências”, informa em nota divulgada pela assessoria de Comunicação.
Epidemia
Ele alerta que há grande risco de Penápolis enfrentar nova epidemia de dengue como a ocorrida em 2015. Naquele ano, oito pessoas morreram após contrair a doença na cidade.
"Agora temos uma grave complicação, que são as doenças zika e chikungunya, que podem deixar graves sequelas nas pessoas infectadas”, concluiu.