O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) visitou o Serviço de Radioterapia da Santa Casa de Araçatuba na quinta-feira (28) e reconheceu a necessidade de ampliação da unidade, que é referência no tratamento de câncer para pacientes dos 40 municípios da região.
A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do hospital. Segundo o que foi informado, o serviço foi inaugurado em março de 2013, após receber um acelerador linear e verba para custeio liberados pelo Ministério da Saúde, que na época estava sob gestão de Padilha.
Atualmente a unidade registra média de 17.500 sessões radioterápicas/ano e funciona em três turnos. Mesmo assim, a fila de espera para início de tratamentos ultrapassa 60 dias.
Durante a visita, o ex-ministro comentou que o Serviço de Radioterapia da Santa Casa de Araçatuba requer atualizações tanto pela fila por atendimentos que cresce cada vez mais, quanto pela situação agravada pela pandemia. "Houve redução dos exames para diagnóstico de câncer e agora temos diagnósticos tardios, que sugerem urgência para início dos tratamentos”, declarou ao percorrer a estrutura inaugurada por ele.
Estrutura
Padilha foi recepcionado por diretores do hospital e médicos do Serviço de Radioterapia. O conselheiro Fabio Blaya Martinez também acompanhou a visita e informou a Padilha que o prédio possui espaço na casamata para instalação de um segundo equipamento, necessário para atender o crescimento da demanda.
A casamata foi construída com recursos do hospital e da Cosan, repassados após intermediação do Ministério Público do Trabalho de Araçatuba.
Uma das alternativas para ampliação do serviço, de acordo com Padilha, seria a retomada do Pronon (Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica), criado na gestão dele no Ministério da Saúde. "O progama permite à empresas e pessoas físicas, a destinação de recursos para projetos de entidades filantrópicas na área oncológica” , explicou.
O deputado também conheceu a área externa do CTO (Centro de Tratamento Oncológico) e foi informado que há projeto para retirar as atividades administrativas do prédio e transformar o segundo andar em ala quimioterápica, voltada aos pacientes que precisam ser internados para receber a medicação.
“Com isso vamos dar um passo decisivo para que o serviço oncológico seja elevado à condição de Hospital do Câncer e estaremos liberando leitos para internações gerais na Santa Casa”, detalhou Fábio Blaya.
