Cotidiano

Estudantes representam o País em campeonato de robótica na Hungria

Alunos são do Sesi 237, de Guararapes, e disputarão na próxima semana a competição mundial WRO

Manu Zambon  - Hojemais Araçatuba 
02/11/19 às 11h00
Jovens passaram em duas seletivas regionais, que aconteceram em Marília e Presidente Epitácio (Foto: Divulgação)

Os estudantes Bruna Eugênio Pirola, João Rodrigo Simão da Silva e Laís de Athaydes Franco, de Guararapes, integram a equipe de robótica NX Teen e é uma das equipes que representarão o Brasil no WRO (World Robotic Olimpiad), na cidade de Gyor, na Hungria.

Os jovens, que são do Sesi 237, embarcam para o país neste domingo (3). A competição, conhecida como um tipo de copa do mundo da robótica, acontece de 8 a 10 de novembro. Quem acompanha os alunos é o analista de suporte de informática da escola, Álvaro de Conti Júnior.

De acordo com o profissional, a equipe NX Teen passou por duas seletivas para conquistar a vaga na Europa. A primeira aconteceu em Marília, em junho, com outras 26 escolas, incluindo também outros estudantes do Sesi de Guararapes.

Apenas sete grupos foram selecionados e puderam disputar vagas na fase final da regional, em Presidente Epitácio. A equipe de Guararapes e de Agudos foram classificados na categoria Open, que é uma categoria ligada à pesquisa, enquanto jovens de São José do Rio Preto e José Bonifácio foram selecionados para a Regular.

Escola Inteligente

Para atender a temática deste ano, Cidades Inteligentes – com os subtemas Escola Inteligente, Emprego Inteligente e Governo Inteligente -, a turma criou a CidEducação, um projeto que consiste em uma escola inovadora que atende às necessidades de alunos da Geração Z (nascidos entre 1992 e 2010, no pós-surgimento da internet), usando o ensino 4.0 para atividades práticas.

“Esse projeto nós tivemos uma ideia em cima de uma escola inteligente, envolvendo objetos inteligentes, internet das coisas, robótica e inteligência artificial, de forma a garantir o ensino onde o aluno passa a ser protagonista no processo do ensino-aprendizagem”, conta Conte Júnior.

Ele explica que essa escola conta com automóvel autônomo adaptada, que faz leitura de placas no chão com sensores e envia informações que são apresentadas em hologramas e telões. Como exemplo, ele cita o uso dessas informações em fórmulas de física, como da velocidade média.

Objetos inteligentes

Semáforos inteligentes com câmeras e sensores digitais reconhecem os diferentes tipos de pedestres, tipos de veículos, idade, etc. para área de humanas.

Na cidade, postes inteligentes enviariam informações sobre os tipos de energia elétrica. Esses dados são enviados para a escola para que os estudantes produzam conhecimento a partir de análises em ciências naturais e exatas.

“Os alunos têm informações em tempo real para serem usadas em aulas de matemática, física, química, geografia. Postes, semáforos, tudo vai transmitir informações diretamente para as escolas afim dos estudantes desenvolverem habilidades”, destaca.

Campus educativo

Segundo os alunos, o projeto transforma a cidade em um grande campus educativo, dinamiza o processo de aprendizagem do aluno nas aulas práticas de linguagens, ciências exatas, ciências naturais e ciências humanas, atendendo as expectativas dessa nova geração de estudantes, que poderão transformar problemas em soluções inovadoras.

 

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