Cotidiano

Família pede ajuda para comprar canabidiol para filho com microcefalia

Fármaco custa em torno de R$ 2 mil; para ajudar a comprar, família conta com vaquinha on-line

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
01/06/20 às 20h15
Bernardo tem 4 anos e além da microcefalia, tem paralisia cerebral e epilepsia (Foto: arquivo pessoal)

Bernardo Gabriel nasceu em 2015, em Araçatuba (SP), época em que teve início o surto de zika vírus no País, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti . A criança foi diagnosticada com microcefalia e um quadro que inclui paralisia cerebral e epilepsia.

A família da criança recorreu a uma vaquinha on-line para pedir ajuda na compra de um fármaco à base de óleo de canabidiol (CBD), cuja venda em farmácias nacionais foi liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no final do ano passado.

O canabidiol é uma das substâncias presentes na maconha; age sobre o sistema nervoso central e é utilizado no tratamento de epilepsia, esclerose múltipla, doença de Parkinson, entre outros.

De acordo com a mãe de Bernardo, Ângela Nazaré da Fonseca, o valor da substância nas farmácias fica em torno de R$ 2 mil a R$ 2.500. O trabalho do marido como guarda noturno de construções civis é a única renda da família no momento e devido à doença do filho, ela não consegue trabalhar fora. O casal também tem uma filha de 11 anos.

Até a tarde desta segunda-feira (1º), a vaquinha havia arrecado R$ 1.180, faltando pouco menos de R$ 900 para bater a meta. Para ajudar, basta acessar o link e fazer uma doação.

Crises

Ângela explica que o canabidiol foi receitado há pouco tempo por uma médica, em razão de suas frequentes convulsões. Na época do seu nascimento, a condição de Bernardo foi atribuída ao citomegalovírus, que pertence à família do herpesvírus. No entanto, a suspeita é de que o caso dele tenha relação com o zika vírus, já que a criança nasceu na mesma época do surto.   

No laudo divulgado pela família, a médica explica que a criança já fez uso de todas as classes de medicações antiepilépticas, mas que continua tendo crises várias vezes ao dia.

A família chegou a ganhar um frasco de CBD, que a própria médica providenciou. O menino tomou por cerca de 40 dias, mas já acabou há pouco mais de uma semana. Nesse período, Ângela explica que as convulsões melhoraram, mesmo que de forma leve ainda, pelo pouco tempo, e que é preciso continuar com o uso da substância.

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Benefícios

Ângela conta que antes do marido conseguir trabalho, eles contavam com o benefício concedido pelo governo federal, o BPC (Benefício da Prestação Continuada), que dá direito a um auxílio de um salário mínimo (R$ 1.045) por mês.

Bernardo recebeu por três anos, mas desde janeiro não tem mais acesso, já que o pai conseguiu o emprego e o governo federal cortou a verba. A família também tentou a pensão vitalícia, garantida por lei sancionada em abril deste ano pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Porém, o menino não foi aprovado na perícia. Ângela destaca que recorreu na Justiça e aguarda.

A lei  13.985 concede um salário mínimo às crianças nascidas entre 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2019, afetadas pelo zika vírus.

Doações

Além do canabidiol, que é o alvo da campanha de arrecadação, a família também aceita doações de fraldas, tamanho xxg (extra extra grande), e do suplemento Pediasure. Ângela explica que consegue algumas unidades de ambos os itens junto ao Estado e município, mas que não são suficientes.

Para entrar em contato com a família, o telefone é (18) 18 99181-6163.

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