Os fotógrafos do Hojemais Araçatuba registraram o eclipse solar na tarde desta terça-feira (2), do alto do New York Tower, onde fica a sede do jornal. O fato do céu estar com algumas nuvens valorizou ainda mais o fenômeno, proporcionado pelo Sol parcialmente encoberto pela Lua.
Este foi o único eclipse total do Sol de 2019, que pode ser visto em sua totalidade só de uma estreita faixa que cruza o Chile e a Argentina. Ainda assim, está sendo chamado de "o grande eclipse latino-americano" e "o evento astronômico do ano".
No Estado de São Paulo, a porcentagem máxima do eclipse foi de 26% e o maior percentual do País seria observado em Porto Alegre (RS), com 66%. O eclipse pode ser visto a partir das 17h26.
Chile
Um dos melhores locais para ver o fenômeno foi em La Serena, no Chile, onde estão instalados nada menos do que 17 observatórios astronômicos.
E é extremamente raro que a área de sombra de um eclipse total caia, justamente, na região de observatório de grandes telescópios. Isso só ocorreu duas vezes nos últimos 50 anos.
"O Chile tem o melhor céu do mundo para observações, especialmente no inverno", diz o diretor do Planetário do Rio, o astrônomo Alexandre Cherman. "E mais ainda no Deserto do Atacama, onde o clima é extremamente seco".
Em La Serena, a fase parcial do eclipse começou a ser observada às 15h23 e a total, às 16h39 (no horário de Brasília, será às 16h23 e 17h39, respectivamente). Por quase dois minutos, a Lua bloqueou completamente os raios do Sol.
Oportunidade única
Os eclipses totais do Sol não são exatamente raros. Ocorrem, em geral, duas vezes por ano. O problema é que são visíveis em sua totalidade de poucos lugares a cada vez. Sem falar que o tempo pode ficar nublado bem na hora e estragar tudo.
Por isso, estima-se que as chances de uma pessoa qualquer ver um eclipse total seria de só uma vez na vida. No Brasil, o próximo está previsto para 2045. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)