A Secretaria de Saúde de Birigui (SP) registrou índice de 4,7% no Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) realizado em maio. O número é maior do que o primeiro levantamento, feito em janeiro, cujo índice foi de 3,1%, e está bem acima do considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde, que é de até 1%.
Conforme a Vigilância Epidemiológica, de janeiro até o dia 30 de maio foram confirmados 6.365 casos positivos de dengue, sendo que outros 99 estão em investigação.
O município investiga ainda 36 casos notificados de chikungunya e 45 de zika vírus, doenças que também são transmitidas pelo Aedes.
O Liraa é feito pelo CCVZ (Centro de Controle de Vetores e Zoonoses). De acordo com a Prefeitura, durante a pesquisa foram vistoriados 2.424 imóveis, sendo encontrados 113 criadouros com larvas. Dentre os recipientes flagrados estão plásticos, ralos externos, prato de vaso, pneus, bebedouros de animais, entre outros.
Levantamento
O levantamento é realizado conforme normas técnicas da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), visando o enfrentamento das arboviroses, bem como a intensificação das ações de combate ao mosquito na cidade.
A cidade foi dividida em quatro áreas. A área 1, que concentra os bairros da região do Monte Líbano, João Crevelaro, Copacabana, Ivone Alves Palma, Alto do Silvares, Cohab 3, São Braz e Thereza Maria Barbieri, o índice foi de 4,78%. A área 2, que abrange a região do Cidade Jardim, Vila Bandeirantes, Bosque da Saúde, Vila Xavier e Jandaia 2, teve índice de 3,72%.
Na a área 3, na região dos bairros Distrito Industrial, Novo Parque São Vicente, Vila Isabel Marin, Jardim do Trevo e Vale do Sol, o resultado foi de 4,41%. Já nos bairros da área 4, como Quemil, Silvares, Recanto Verde, Tijuca, Portal da Pérola 1 e 2, Santo Antônio e Jardim Aeroporto, o índice foi de 5,78%.
Preocupante
O aumento do índice preocupa as autoridades de Birigui que, segundo a assessoria de imprensa, “não tem medido esforços para combater e controlar a proliferação do Aedes aegypti”.
Diversos arrastões já foram realizados aos sábados para eliminar criadouros e reforçar a conscientização da população. Várias regiões da cidade recebeu ainda a nebulização, em parceria com a Sucen.
A visita casa a casa pelos agentes comunitários de saúde é feita diariamente, com objetivo de eliminar os criadouros do mosquito. “Também é realizado o monitoramento em pontos especiais, como ferros-velhos e borracharias, além de trabalhos educativos nas escolas, como o projeto Semanão da Prevenção contra o Aedes, promovido em cinco escolas municipais e que resultou no recolhimento de quase 20 toneladas de materiais inservíveis”, citou a Prefeitura.