Feminismo
De acordo com Jamilly, uma das organizadoras da semana, o evento tem tido boa adesão e a realização desse tipo de atividade na região, que é tradicionalmente conservadora, é fundamental. “Ainda somos o País que mata uma mulher a cada meia hora; são 472 mulheres assassinadas todo mês no Brasil. Então a gente precisa, sim, falar sobre a mulher, sobre equidade de gênero, precisa desmistificar o feminismo, para que ele deixe de ser uma palavra tão urticante e se torne algo buscado por todo mundo”, disse Jamilly.
Segundo a coordenadora, o feminismo nada mais é do que a luta por direitos, igualdade e menos violência. “Algo que a gente acredita que todo mundo queira”, completa.
Formação
A coordenadora do curso de psicologia da Funepe e também organizadora da semana, Eni de Fátima Martins, afirma que o evento é uma necessidade na sociedade atual e um dever do ensino superior em contribuir para a formação de profissionais. “A finalidade é mudar o fenômeno da violência contra as mulheres e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse., destacando também os índices de feminicídio.
O evento é realizado pelo CECH (Centro de Educação e Ciências Humanas), que envolve os cursos de direito, pedagogia e psicologia da Funepe. No entanto, é aberto para a comunidade e já conta com mais de 100 pessoas inscritas. Todos os participantes terão direito a certificado.
Inscrições e programação no https://www.even3.com.br/semanadamulherfunepe2019/
