Cotidiano

Número de pretos e pardos nas universidades públicas é mais da metade das matrículas, afirma Pnad

Políticas de inclusão elevaram número de negros no ensino superior

Agência Educa Mais Brasil
20/11/19 às 14h00

Celebrado anualmente no Brasil em 20 de novembro, o dia da Consciência Negra coincide com a morte de Zumbi dos Palmares. A celebração entrou para o calendário nacional em 2003 e, desde então, é feriado neste dia em mais de mil cidades brasileiras.

Dentre as lutas e conquistas da população negra, destaca-se o avanço de ingressos de pessoas autodeclaradas negras no ensino superior. Formada em Direito , pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a advogada e servidora pública Mariana Cruz, 28, sentiu na pele a dificuldade para conseguir continuar os estudos além do colegial. Contudo, a intensa vontade de ir adiante trouxe resultados que ela faz questão de comemorar. 

“Posso afirmar que sinto muito orgulho de ser o reflexo da positividade atrelada à política de cotas raciais. Me orgulho de ter consciência das minhas origens e dificuldades - periférica, suburbana e egressa da escola pública -  e saber que tive que elevar os meus esforços para concorrer em pé de igualdade”, declara.

Assim como Mariana, outros cidadãos em situação semelhante também estão conseguindo cursar uma graduação . Como reflexo, o número de pretos e pardos na universidade pública ultrapassou, pela primeira vez, a metade das matrículas em 2018, somando 50,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O estudo comparativo foi feito com as informações do suplemento de educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - Contínua (Pnad Contínua), que começou a ser aplicado em 2016. De acordo com o levantamento, a população negra está melhorando seus índices educacionais, tanto de acesso como de permanência nas instituições de ensino superior.

Nesse contexto, o estudante de Jornalismo , João Salvador , também soube aproveitar a oportunidade de ingressar em uma faculdade. Apesar dele e sua mãe não terem condições de pagar as mensalidades do curso de graduação, o sonho de João pôde ser realizado através do Educa Mais Brasil , maior programa de inclusão educacional do país. “Foi aquele gol aos 45 minutos do segundo tempo. O Educa Mais Brasil abriu as portas para que eu pudesse cursar a universidade particular”, conta entusiasmado, o estudante que pretende dedicar-se ao Jornalismo Esportivo. João conheceu o programa de bolsas por meio da irmã, que aderiu ao Educa para pagar as mensalidades da pós-graduação.

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