Cotidiano

Por que optamos pela autodestruição?

Precisamos reconhecer e parabenizar as mulheres por seus esforços e prioridades

Breenda Karolainy Penha Siqueira - Hojemais Araçatuba 
09/03/19 às 17h39

O artigo de hoje tem como objetivo promover uma reflexão: o que ensinamos para nossas meninas, o que cobramos das nossas mulheres, como lidamos com o retorno de nossas ações e por que consideramos a estética como característica principal de uma mulher?

Sharapova, vencedora do Torneio Roland Garros de Tênis, no ano de 2016, virou manchete do jornal Folha de S. Paulo. Não pela vitória, mas pela celulite. De acordo com o jornal, "Sharapova não escapou da maldição da celulite".

Quantas vezes dizemos para mães de recém-nascido que os corpos delas "precisam voltar ao normal logo". Quantas vezes dizemos para nossas professoras que "está na hora de fazer as sobrancelhas". Quantas vezes comentamos com nossas amigas que "as unhas daquela médica estão horríveis". Quantas vezes reduzimos mulheres brilhantes, com personalidades autênticas e feitos incríveis às suas aparências. E o que esses discursos representam direta e indiretamente?

Precisamos reconhecer e parabenizar as mulheres por seus esforços e prioridades, que, muitas vezes, vão além da imagem que vemos no espelho.

Em Receita de Mulher, o compositor Vinícius de Moraes disse, em 1959: "As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental" e eu tomo aqui a liberdade de responder: "Que me perdoe o machismo de Vinícius de Moraes, mas não nascemos para agradar aos olhos e caber em padrões de beleza".

Por fim, deixo um poema da escritora indiana-canadense Rupi Kaur: "Quero pedir desculpa a todas as mulheres que descrevi como bonitas antes de dizer inteligentes ou corajosas. Fico triste por ter falado como se algo tão simples como aquilo que nasceu com você, fosse seu maior orgulho, quando seu espírito já despedaçou montanhas. De agora em diante vou dizer coisas como, “você é forte” ou, “você é incrível!”, não porque eu não te ache bonita, mas porque você é muito mais do que isso."

Sejamos loucas, inteligentes, estudiosas, esposas, mães, donas de casa, solteiras, baladeiras, desleixadas...

Sejamos livres e libertemos umas às outras!


Breenda Karolainy Penha Siqueira é estudante de história e integra o Gedeg (Grupo de Estudos Diversidade, Educação e Gênero), que colabora com o  Hojemais Araçatuba  a cada quinze dias. 

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