A Santa Casa de Araçatuba (SP) apresentou nesta terça-feira (6), a nova usina de produção de oxigênio, que foi ampliada para atender a demanda do hospital, que cresceu muito devido à implantação dos leitos covid desde o início da pandemia.
A unidade, que já havia recebido R$ 2,4 milhões de investimentos da CPFL Paulista em 2019, foi ampliada com a aquisição de dois novos módulos, ao custo de R$ 1,6 milhão, dinheiro de recursos próprios da instituição.
Segundo o que foi informado pela assessoria de imprensa do hospital, a usina de oxigênio foi criada em 2001, com capacidade de produzir 27 metros cúbicos por hora.
Essa quantidade que era suficiente para abastecer 100% da demanda do hospital, que tinha quatro UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), uma Geral; uma Coronariana; uma Neonatal; e a Pediátrica e Neonatal.
O agravamento da pandemia, com o aumento nas infecções pelo coronavírus, foi preciso ampliar o número de leitos. Atualmente o hospital dispõe de 79 leitos de UTI respiratória, 35 deles exclusivos para atendimento covid.
Reformulação
A assessoria de imprensa da Santa Casa informa que em 2019 a CPFL Energia ofereceu investimento para ser aplicado em sua maior necessidade e, na ocasião, a diretoria e a administração do hospital optaram por reformar a usina de oxigênio, sem imaginar que no ano seguinte haveria uma pandemia.
“Se não tivéssemos feito isso, afirmo sem nenhum medo de errar que Araçatuba teria vivenciado o mesmo caos que Manaus (AM) registrou durante a segunda onda da pandemia do coronavírus”,
comenta o administrador hospitalar, Mauro Inácio da Silva.
Os R$ 2,4 milhões disponibilizados pela CPFL foram investidos na compra e instalação de três módulos, que passaram a produzir 90 metros cúbicos/hora de oxigênio.
Demanda
No ponto mais crítico da pandemia, entre março e abril deste ano, o consumo de oxigênio atingiu o pico 160 metros cúbicos. Para atender a demanda, foi necessário adquirir oxigênio e gases de empresas especializadas, somando uma despesa de aproximadamente R$ 500 mil ao hospital.
Para evitar mais despesas, a diretoria decidiu por uma nova ampliação da produção própria, investindo R$ 1,6 milhão na aquisição e instalação de mais dois módulos.
Estrutura
Agora a usina de oxigênio conta com cinco unidades e capacidade de produzir 150 metros cúbicos por hora. A demanda atual do hospital varia de 90 a 100 metros cúbicos por hora.
Caso a demanda supere os 150 metros cúbicos/hora, os setores passam a ser abastecidos por um tanque criogênio para armazenamento de oxigênio líquido. Esse backup tem capacidade 5 mil litros, o que é suficiente para até 15 dias em média, suprindo a diferença entre a produção da Usina e a demanda.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, a Santa Casa possui um segundo backup de cilindros, com 29 unidades com capacidade 1,45 metros cúbicos cada, totalizando 1.450 litros de oxigênio que podem ser utilizados em casos extremos, como de possível esvaziamento do tanque backup.