A Polícia Militar de Birigui (SP) surpreendeu nesta quinta-feira (14), um homem de 32 anos, que se apresentou como operador, transportando mais de R$ 100 mil em dinheiro no carro. Levado para a delegacia, ele teria tentado destruir o celular, que foi apreendido. Após ser ouvido, o investigado foi liberado.
Segundo o que foi relatado, a abordagem foi feita por por equipe que estava em patrulhamento no final da manhã e recebeu denúncia anônima de que o investigado, que teria um veículo Honda HR-V e residiria nas imediações do bairro João Crevelaro, estaria comercializando drogas.
O veículo descrito foi visto na rua Bahia e os policiais deram ordem de parada. Apesar de ter obedecido, o investigado teria demorado para abrir os vidros. Quando desceu do carro, ele não estava de posse de nada ilegal.
Porém, houve informação de que ele havia dispensado uma porção de cocaína no interior do veículo. Durante a vistoria, foi localizado um saco plástico com um pó branco, além de haver mais pó nos tapetes do banco traseiro e do banco dianteiro, como na roupa do investigado.
Dinheiro
Dando sequência à vistoria, os policiais encontraram R$ 101.582,80 em dinheiro, que estaria dentro de uma caixa no banco traseiro do veículo. Junto havia um bloco de notas com anotações.
Segundo a polícia, inicialmente o investigado alegou que o dinheiro seria referente à venda de um veículo, depois teria afirmado que seria da venda de gado, apesar de não saber informar quanto estava transportando e para onde estaria indo com o dinheiro.
Celular
Ainda de acordo com a polícia, o investigado foi levado para a delegacia e, ao ser solicitado que informasse um número de telefone para contato, ele alegou não se recordar de nenhum no momento e pediu para acessar o celular, que já estava retido.
Ao receber o aparelho, ele teria passado a batê-lo contra a cadeira na qual estava sentado e, em seguida, o arremessou ao chão, causando danos. De acordo com o que foi relatado, o investigado alegou que haveria conteúdos no celular que ele não queria que a polícia tivesse acesso.
Liberado
O delegado que Nilton Aparecido Marinho, que presidiu a ocorrência, considerou que embora haja indícios de crime, não seria caso de decretar a prisão em flagrante por tráfico de drogas, já que não havia quantidade suficiente de entorpecente a caracterização segura do crime.
Assim, o investigado foi liberado e o caso inicialmente será investigado como suspeita de lavagem de dinheiro, vinculada a possível prática de tráfico de drogas.
Investigação
A porção de cocaína e os tapetes do veículos serão encaminhadas para perícia e foi determinada a apreensão do carro e do dinheiro, levando em consideração a ausência de comprovação idônea da origem dos valores.
Também foram consideradas as contradições nas declarações do investigado, que possui histórico criminal relacionado ao tráfico de drogas, além da tentativa de destruição do próprio celular.
