A Justiça de Birigui (SP) determinou a internação provisória de um homem de 35 anos, que havia sido detido dias atrás, acusado de fazer postagens de imagens feitas por Inteligência Artificial, de fotos dele com armas, ameaçando realizar um atentado na cidade. O mandado de internação já foi cumprido por equipe do 1º Distrito Policial, chefiada pelo delegado Ícaro Oliveira Borges.
Conforme publicado, o acusado passou a ser investigado após terem viralizado nas redes sociais no início de abril, as postagens com ameaças, por meio de áudios, e fotos de armas de fogo. Durante cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, equipe da Delegacia do Município, liderada pelo delegado Eduardo Lima de Paula, constatou que ele havia utilizado ferramentas de IA para criar as imagens do arsenal ostentado na internet.
Ao ser ouvido em declarações, o investigado admitiu ter enviado mensagens a autoridades, alegando ter problemas de saúde mental, e afirmou que não tinha a intenção de praticar ataques na cidade.
Outras ocorrências
Entretanto, segundo a polícia, há outras ocorrências policiais envolvendo esse investigado. Em 29 de março, durante surto psicótico, ele teria agredido a mãe dele com um empurrão.
No dia seguinte ele passou a esganá-la e a ameaçá-la, colocando uma tesoura no pescoço dela, demonstrando intenção de feri-la, segundo a polícia. Na ocasião, o caso foi registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e foi representado pelas medidas protetivas de urgência em favor da vítima.
Ameaças
Ainda de acordo com o que foi informado, em 6 de abril o investigado enviou mensagens ameaçadoras à prefeita de Birigui, Samanta Borini (PSD), por meio de rede social, incluindo ameaças de morte, com menções ao uso de armas de fogo, contra ela e contra familiares dela.
Após ser alvo da operação policial em função das mensagens sobre possível atentado, em 20 de abril o investigado foi acusado de danificar alguns veículos que estavam estacionados, causando riscos na pintura, arrancando placas de identificação e esvaziando pneus. Segundo a polícia, na ocasião uma das vítimas tentou dialogar com ele e teria sido ameaçada de morte.
Internação
O delegado do 1º DP representou judicialmente pela decretação da prisão preventiva do investigado pelos crimes de dano qualificado em continuidade delitiva e ameaça em concurso material.
Ao analisar o pedido, a Justiça levou em consideração o quadro de saúde mental do investigado e a política antimanicomial. Diante disso, optou por uma medida cautelar de caráter terapêutico, indeferiu a prisão e determinou a internação provisória dele, que deverá permanecer em tratamento para conter o risco social.
