A Polícia Civil de Birigui (SP) deu cumprimento nesta segunda-feira (11), ao mandado de prisão preventiva contra Guilherme da Silva Horas, 19 anos, que virou réu em processo por participação no assassinato de Ueslei Pereira de Jesus, 25, conhecido como Bahia, crime ocorrido em setembro de 2025, no bairro Margareth Vargas.
O irmão dele, Gustavo da Silva Carneiro, 26, havia sido capturado na última quarta-feira (6) pela Polícia Civil, pois também teve a prisão preventiva decretada no mesmo processo. Na ocasião, ele também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, pois foi apreendido um revólver calibre 38, carregado com 6 munições intactas.
Os dois haviam sido identificados no início das investigações pela Polícia Civil de Birigui como sendo os autores do crime, confessaram a autoria e alegaram legítima defesa. Como não haviam sido presos em flagrante e estavam colaborando com as investigações, eles foram liberados.
Porém, com a conclusão do inquérito, o delegado Eduardo Lima de Paula indiciou os dois pelo homicídio qualificado pelo por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e representou pela decretação das prisões preventivas dos dois. O Ministério Público apresentou denúncia e reforçou o pedido, que foi atendido pela Justiça ao receber a denúncia.
Caso
O assassinato ocorreu na noite de 8 de setembro de 2025, na rua Justino Fernando Calhari. A vítima foi encontrada na calçada de uma residência, com ao menos quatro perfurações por disparos de arma de fogo. Apesar de ter sido levado para o pronto-socorro municipal, ele não resistiu aos ferimentos.
Após os irmãos serem identificados como os autores do homicídio, eles foram apresentados à polícia pelo advogado Milton Walsinir de Lima. Ouvido em declarações, Guilherme assumiu a autoria dos disparos. Ele e Gustavo alegaram que teriam em agido em legítima defesa, pois estariam sendo ameaçados depois de desentendimento ocorrido em um festival de pipas meses antes.
Reforçou
Após apresentar Guilherme à polícia nesta segunda-feira, o advogado reforçou que o cliente dele agiu em legítima defesa. “Trata-se de um jovem, réu confesso, sem antecedentes criminais, que juntamente com seus familiares, fez a opção de se apresentar espontaneamente, buscando assim maior celeridade nos tramites do Poder Judiciário, para que logo mais, em plenário do Júri, possamos comprovar junto ao Conselho de Sentença, que esse jovem agiu plenamente em legítima defesa” , declara.
Segundo o defensor, os disparos efetuados contra a vítima foram feitos para se manter vivo. “Ele simplesmente matou para não morrer” , declarou.
Com o cumprimento dos mandados de prisão, a Justiça dará andamento ao processo e deve decidir se os réus serão enviados para julgamento pelo Tribunal do Júri.
