Cotidiano

Sorotipos 1 e 2 da dengue circulam em Araçatuba

Dengue tem quatro sorotipos de vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, sendo que o 2 é associado a casos mais graves

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
11/03/22 às 16h55

*Matéria atualizada às 17h36*

A Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba (SP) informou que os dois sorotipos da dengue que circulam no município são o 1 e 2.

A dengue tem quatro sorotipos de vírus transmitido pela fêmea do mosquito Aedes aegypti (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), sendo que o 2 é associado a casos mais graves da doença. Ele foi o responsável pelas epidemias de dengue no Brasil em 2007, 2008 e 2009. 

A médica Heloysa Liberatori Gimaiel, da Atenção Básica, explica que os sorotipos 2 e 3 costumam ser mais virulentos, comparativamente a 1 e 4. "Contudo, qualquer um dos quatro sorotipos, podem causar desde manifestações típicas com quadro febril até apresentações mais graves, podendo chegar a óbito. São diversos fatores que, muitas vezes associados, aumentam os riscos de uma pessoa com dengue evoluir a formas mais graves, como, por exemplo, já ter sido infectado previamente por outro sorotipo de dengue, ser gestante ou estar nos extremos de idade (crianças menores de 2 anos ou idosos), ter doenças crônicas, como hipertensão e diabetes". 

A profissional frisa que há pequenas diferenças nas apresentações do vírus de cada ano, dependendo da cepa, que de modo geral, a dengue causa febre de início súbito, comumente acompanhada de dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo, enjoo e/ou vômitos.  

Assim que detectar os sintomas, a orientação é que o paciente procure, rapidamente, a UBS mais próxima de sua residência.

Casos

Somente na última semana, de acordo com boletim epidemiológica divulgado nesta sexta-feira (11), 70 novos casos de dengue foram confirmados em Araçatuba. Desde o início deste ano, já são 253 moradores positivos para a doença. Neste momento, os bairros mais atingidos estão na zona sul, na abrangência das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) Pedro Perri e Morada dos Nobres.

De acordo com a diretora da Atenção Básica, Cristiane Camargo, o município está em alerta, já que o último Liraa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) apontou 2% no Índice Geral de Infestação Predial do Município. No mesmo período do ano passado, o número registrado foi de 4,3%. Mesmo com essa diminuição, a situação ainda é preocupante, já que a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera de médio risco resultados que vão de 1% a 3,9%. Acima de 4%, o risco é alto. O ideal é que fique abaixo de 1%. 

Ações 

Segundo a diretora, os agentes de endemias têm feito investigações dos casos, visando identificar o local provável de infecção para intensificar as ações de vistoria nos locais mais vulneráveis. Além disso, ela explica que são realizadas a nebulização e contratação de mais profissionais para fortalecer as medidas e conter a dispersão do vetor.

Morte suspeita 

A Prefeitura ainda incluiu no boletim epidemiológico uma morte suspeita de um morador. A Vigilância Epidemiológica investiga se foi a dengue que causou a morte de um homem, ocorrida no dia 7 de março. Em publicação nas redes sociais, amigos relataram que a vítima foi infectada pelo coronavírus no ano passado e se recuperou. Porém, teria desenvolvido sequelas, como problemas cardíacos.

Recentemente, ele contraiu dengue, foi internado na quinta-feira (4) e teve a morte constatada na Unimed Araçatuba. 

*Matéria atualizada para inclusão do nome da médica e de informações sobre os sorotipos

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