A Secretaria de Estado da Saúde inicia nesta segunda-feira (10) campanha de vacinação contra febre amarela em todo o território paulista. A estratégia organizada pela pasta visa aumentar da cobertura vacinal, que atualmente é de 71,6% no Estado.
No dia 29 de junho, também ocorrerá o “Dia D” de vacinação, quando os postos funcionarão também no sábado, das 8h às 17h.
“A imunização é a principal forma de proteger a população contra a febre amarela. Por isso, é imprescindível que todas as pessoas ainda não imunizadas aproveitem essa campanha e tomem a vacina”, alerta a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.
A campanha tem como foco as pessoas que nunca receberam a dose. No entanto, devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído e transplantados.
Não há indicação de imunização para grávidas, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticóides em doses elevadas (como por exemplo lúpus e artrite reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.
As pessoas que receberam a dose fracionada e tiverem dúvidas quanto à necessidade de reforço devem levar a carteira de vacinação na UBS (Unidade Básica de Saúde) que os agentes de saúde irão analisar.
Cobertura
A febre amarela é uma doença de surto que atinge grupos de macacos e humanos e é causada por um vírus da família Flaviviridae. Em áreas rurais e silvestres, ela é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Em área urbana, pode ser propagada pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, da zika e da chikungunya.
No entanto, segundo o Ministério da Saúde, o surto ocorrido nos últimos anos se deu por transmissão silvestre e não há registros no Brasil de ocorrência da doença em meios urbanos desde 1942.
Devido à circulação do vírua silvestre, todo o território paulista tem recomendação da vacinação contra a febre amarela. Nos dois últimos anos (2017-2018), mais de 21 milhões de pessoas foram vacinadas contra febre amarela em SP, número três vezes maior que o total de doses aplicadas na década anterior – 7 milhões de pessoas foram imunizadas entre 2006 e 2016.
“Temos trabalhado intensamente, nos últimos três anos, para enfrentar a febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. Realizamos campanha no último ano e ampliamos a recomendação da vacina para todo o território. Melhorar a cobertura vacinal é fundamental para a prevenção”, explica a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, Regiane de Paula.
Balanços
Em 2019, até 3 de junho, houve 66 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado e 12 deles evoluíram para óbitos. Do total de casos, 94% têm como local provável de infecção municípios do Vale do Ribeira. Na região de Araçatuba, não há registro de casos.
Com relação às epizootias (morte ou adoecimento de primatas não humanos), neste ano, 14 macacos tiveram confirmação da doença.
No ano de 2018, foram confirmados 504 casos autóctones em várias regiões do Estado; destes, 176 evoluíram para o óbito. Também foram registradas 261 epizootias. *Com informações da Secretaria do Estado da Saúde e Agência Brasil