Cotidiano

SP pagará R$ 1 mil para manter alunos do ensino médio na escola

Ação contra a evasão escolar vai investir R$ 400 milhões em benefício para 300 mil estudantes em situação de pobreza e extrema pobreza

Da redação* - Hojemais Araçatuba
19/08/21 às 18h45

O governo de São Paulo lançou, nesta quinta-feira (19), o Bolsa do Povo Educação para os estudantes mais vulneráveis do ensino médio da rede estadual de Educação. A ação prevê o pagamento de benefício no valor de R$ 1 mil, por ano letivo, e tem como objetivo principal o combate à evasão escolar.

O programa faz parte do Bolsa do Povo Educação, criado pelo governo para auxiliar as famílias a superarem os desafios educacionais e financeiros provocados pela covid-19.

No total, o governo de SP vai investir R$ 400 milhões no programa, com aportes de R$ 100 milhões ainda em 2021 e de R$ 300 milhões no ano letivo de 2022. Por meio do novo benefício, o Estado pretende manter os jovens do ensino médio na escola, estimulando a participação nas atividades escolares e, consequentemente, melhorando a aprendizagem.

Os pagamentos serão feitos proporcionalmente ao ano letivo e estão condicionados à frequência escolar mínima de 80%, à dedicação de 2 a 3 horas de estudos pelo aplicativo Centro de Mídias SP e à participação nas avaliações de aprendizagem. Os estudantes da 3ª série do ensino médio devem ainda realizar atividades preparatórias para o Enem.

As inscrições para o programa poderão ser realizadas entre 30 de agosto e 10 de setembro pelo site https://www.bolsadopovo.sp.gov.br/ . Poderão se inscrever todos os alunos regularmente matriculados no ensino médio e na 9ª série do ensino fundamental da rede estadual de ensino e inscritos no CadÚnico (Cadastro Único).

(Foto: Agência Brasil/Arquivo)

Números

Dados da Secretaria de Educação indicam que há 3,5 milhões de estudantes matriculados na rede estadual de ensino, com cerca de 770 mil em situação de pobreza ou extrema pobreza. Destes, 1,2 mil estão no ensino médio, sendo 267 mil em vulnerabilidade.

"O bônus demográfico do Brasil está diminuindo a partir do final de 2022. Perder essa geração será uma catástrofe. Se não tivermos os investimentos e as políticas necessárias no enfrentamento presente a esta pandemia, será uma conta que teremos que pagar pelo menos nos próximos 30 anos", afirmou o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares. *As informações são da assessoria de imprensa

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