Em pouco mais de dois meses já será possível avaliar a possibilidade de a vida dos moradores no Estado de São Paulo voltarem à normalidade pós-pandemia, segundo informou o coordenador-executivo do Centro de Contingência, João Gabbardo informou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (14) no Palácio dos Bandeirantes.
A estimativa dele leva em conta a conclusão da vacinação da população adulta e dos adolescentes a partir de 12 anos, que juntos representam 84% da população de São Paulo.
"Nós acreditamos que ao final do mês de setembro, com 84% da população vacinada, nós teremos o controle da pandemia. E é muito provável que a partir daí nós possamos flexibilizar algumas atividades que hoje não são possíveis”, comentou ao responder a uma pergunta da imprensa.
O calendário anunciado pelo governador João Doria (PSDB) no último domingo (11) prevê que até 20 de agosto, 100% da população adulta do Estado terá recebido a primeira dose ou dose única dos imunizantes disponíveis até agora no País.
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Como essa população representa 80% do total de habitantes, será necessário aguardar a vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos, que somam mais 4% da população do Estado. A vacinação desse público tem início em 23 de agosto, a partir das gestantes e os que possuem comorbidades, e no início de setembro la será estendida aos demais.
“Mesmo que nessa faixa etária os casos não levem a uma gravidade que precise de internação, UTI e óbitos, é um grupo que se expõe bastante e pode aumentar a transmissibilidade da doença”, explica.
Eventos
Outro fator que será levado em consideração para a volta à normalidade são os resultados dos eventos testes programados pelo governo do Estado. Ao todos, são 30 eventos que ocorrem a partir do próximo dia 17 com rigorosos protocolos de segurança.
Eles serão nas áreas de economia criativa, negócios, lazer, esportes e turismo, com objetivo de criar um planejamento seguro, responsável e baseado na ciência com o apoio do setor privado. “Esses grupos serão monitorados para acompanhar a evolução pós-eventos, para ter condições técnicas de fazer o retorno à normalidade de forma gradual e segura” , explicou.
